PremiumO ‘urso’ chega aos mercados emergentes

O dólar forte, a guerra comercial e a política da Fed formaram uma tempestade que já levou várias bolsas emergentes para o bear market. As quedas contrastam com o bull market em Wall Street, mas os analistas já alertam sobre um eventual contágio.

O urso esmaga a presa com a pata enquanto o touro levanta-a com o chifre. A metáfora, usada nos mercados para marcar ciclos de quedas e de ganhos, respetivamente, é especialmente apropriada numa altura em que vários indíces bolsistas nos mercados emergentes entraram em fase bear, enquanto os de Wall Street continuam perto de máximos históricos.

As definições variam, mas uma das mais consensuais é que o bear market inicia quando um índice desvaloriza 20% face ao último pico. Foi isso que aconteceu na semana passada ao MSCI Emerging Markets Index, um índice composto por mais de 800 cotadas médias e grandes em 24 países e que é considerado representativo do sentimento dos investidores em relação aos mercados emergentes. “As bolsas emergentes sofrem, os europeus hesitam e os americanos batem recordes”, sublinhou a equipa de research do BPI, num relatório sobre as tendências do mês passado.

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