Offshores: 18 das 20 declarações já teriam de ser fiscalizadas com o governo de Costa

A lista apresentada no Parlamento por Helena Borges revela que 14 das 20 declarações foram submetidas à AT entre junho e novembro de 2015.

O PSD realçou na sua newsletter que dezoito das vinte declarações modelo 38, omissas nas estatísticas, no caso das transferências para offshores só deram entrada na Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) a partir do verão de 2015.

“Trata-se de informações que só poderiam ser tratadas no segundo semestre de 2016, ou seja, já no mandato do atual governo em funções. Sete dessas declarações só foram submetidas à AT após as eleições de outubro de 2015, quatro delas já depois de António Costa assumir funções”, estes dados foram realçados pelo deputado social-democrata António Leitão Amaro, na audição de ontem terça-feira à diretora-geral da Autoridade Tributária, Helena Borges.

As transferências feitas num determinado ano têm de ser reportadas à Autoridade Tributária até junho do ano seguinte. E depois, no fim do ano, a AT trata-as, para apuramento de eventual receita fiscal.

A lista apresentada no Parlamento por Helena Borges revela que 14 das 20 declarações foram submetidas à AT entre junho e novembro de 2015.

O primeiro-ministro António Costa chegou a acusar o governo anterior de ter ignorado as transferências de 10 mil milhões de euros para offshores. Porém, o documento revelado pela diretora-geral da Autoridade Tributária contraria

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