Olavo Correia diz que venda da posição da Caixa no banco cabo-verdiano BCA é uma “operação tranquila”

Em declarações à Rádio de Cabo Verde, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças mostrou ser da opinião de que o sistema financeiro cabo-verdiano está em transformação e a entrada de mais um operador trará mais-valias para o país.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, classificou a decisão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de vender a participação que detém no Banco Comercial do Atlântico (BCA) como sendo “ uma operação tranquila”. Em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV), Olavo Correia mostrou ser da opinião de que o sistema financeiro cabo-verdiano está em transformação e a entrada de mais um operador trará mais-valias para o país.

“Temos um operador novo no Banco Internacional de Cabo Verde (BICV), do Bahrein. As ações da Geocapital estão em processo de alienação a nível da Caixa Económica e agora ao nível do BCA, tendo mais um investidor com propensão para o crescimento orgânico, com uma atuação mais agressiva no mercado do crédito, isso só engrandece ao sistema financeiro e vai ao encontro com a política do governo do reforço da praça financeira em Cabo Verde e a partir de Cabo Verde”, referiu.

O ministro das Finanças deu a garantia de que o processo será tranquilo e que os interesses dos trabalhadores serão salvaguardados: “Não há nem um problema em relação a estabilidade do sistema financeiro. As obrigações em relação aos trabalhadores serão respeitadas e a própria internacionalização do banco em relação ao futuro. É uma operação tranquila. Não há razão para qualquer tipo de insegurança em relação ao processo”, disse.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças espera que o BCA, neste processo de venda das ações, respeite todo aquilo que é o quadro legal do mercado como a transparência e fiabilidade do(s) investidor(es), que terão de  passar pela autorização Banco de Cabo Verde (BCV), e  da Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários (AGMVM).

“Ao governo importa seguir o processo para que tudo isso seja conduzido de forma transparente e responsável e que possamos ter um bom parceiro no BCA para densificar e diversificar o setor financeiro cabo-verdiano e sobretudo que possamos internacionalizar o sistema financeiro cabo-verdiano”, reforçou.

“A CGD é acionista da Promotora, como o Estado é. São duas coisas diferentes”

Quanta a implicação da saída da CGD da Promotora o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças explicou que é preciso perceber que são dois negócios diferentes. “A CGD é acionista da Promotora, como o Estado é. São duas coisas diferentes, uma coisa é a instituição BCA outra é a Promotora criada para funcionar como entidade de capital de risco”

Olavo Correia não confirmou que a Promotora será extinta, mas reconheceu que ela não tem cumprido com as ambições do objeto social para que foi criada e por isso os acionistas: CGD, Estado de Cabo Verde, Companhia de Seguro Garantia, Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e o próprio BCV terão de definir futuro da Promotora. “A decisão de extinção ainda não foi tomada. É uma questão que exige análise. Os acionistas terão de fazer isso e desenhar um futuro para Promotora”, afirmou o governante.

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