OPEP chega a acordo para reduzir produção em 1,2 milhões por dia

Apesar da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir o preço do petróleo, a OPEP irá diminuir a produção em 800 mil barris por dia, enquanto o conjunto de países conhecidos como OPEP+ concordou em cortar a produção em 400 mil barris de cortes.

Conflitos no Médio Oriente

A OPEP e os países aliados, liderados pela Rússia, chegaram a um acordo esta sexta-feira para reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhões de barril por dia, a partir de janeiro do próximo ano.

Apesar da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir o preço do petróleo, a OPEP irá diminuir a produção em 800 mil barris por dia, enquanto o conjunto de países conhecidos como OPEP+ concordou em cortar a produção em 400 mil barris de cortes.

“A Conferência decidiu ajustar a produção global da OPEP em 0,8 mil barris/dia em relação aos níveis de outubro de 2018, com entrada em vigor a partir de janeiro de 2019, por um período inicial de seis meses, com uma revisão em abril de 2019”, anunciou a OPEP, em comunicado divulgado após a conclusão da reunião de dois dias e cujo planeamento estratégico do próximo ano estava na agenda.

“Ao concordar com essa decisão, os Países Membros confirmaram o foco contínuo nos fundamentos para um mercado de petróleo estável e equilibrado, no interesse de produtores, consumidores, e saúde e sustentabilidade da indústria do petróleo. Os países membros continuam comprometidos em serem fornecedores confiáveis de petróleo e produtos para os mercados globais”, salientou.

Uma reunião de produtores da OPEP e não-OPEP aprovou rapidamente o acordo, segundo duas fontes da OPEP à Reuters. A agência noticia que o ministro russo da Energia, Alexander Novak, elogiou a capacidade do homólogo saudita Khalid al-Falih de “encontrar uma solução na situação mais difícil”, sinalizando que a Rússia concordava com a decisão.

“Nunca trataremos de questões geopolíticas na OPEP”, disse o ministro da energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail bin Mohammed al-Mazroui, em conferência de imprensa.

Há seis meses, a OPEP acordou aumentos de produção para evitar que os preços do barril de petróleo subissem acima dos cem dólares. No entanto após uma queda de cerca de 30% nos preços do ‘ouro negro’ nos últimos dois meses, os líderes regressaran à estratégia de redução de produção, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, exortou a OPEP a continuar a produzir nos atuais níveis elevados para manter os preços baixos.

O mercado reagiu em alta ao anúncio, com o Brent a valorizar 4,93% para 63,02 dólares e o petróleo WTI a subir 4,08% para 53,59 dólares.

Ler mais
Relacionadas

Preços do petróleo disparam 5% com possível acordo da OPEP

Irão terá chegado a acordo com a Arábia Saudita sobre corte de produção do crude, a partir de janeiro. Mercados reagem em alto.

Irão assegura que não está de saída da OPEP

Embargo dos Estados Unidos à produção de petróleo iraniano parece ser uma pressão para que o país deixe o agregado. Mas Teerão não está a contar seguir o caminho do Qatar.

Combustíveis: Preços não mexem na próxima semana

Os preços de referência da gasolina e do gasóleo vão ficar inalterados na próxima semana. Subida do petróleo põe travão a dois meses seguidos de descidas.
Recomendadas

Moody’s melhora perspetiva de evolução de Moçambique de negativa para estável

Agência de notação justificou a reestruturação dos títulos de dívida pública, atualmente em negociações, vá impor perdas financeiras aos credores.

Moeda angolana encerra semana estável face a euro e dólar

Divisa angolana tem-se mantido relativamente estável há cerca de dois meses, oscilando entre os 353 e os 359 kwanzas.

Moody’s mantém notação da dívida portuguesa

A agência de notação, que foi a última a retirar Portugal do patamar de ‘lixo’, manteve inalterado o ‘rating’ em Baa3 e a perspetiva estável, não publicando nenhum relatório.
Comentários