Os Verdes questionam Governo sobre impasse na constituição da nova administração da RTP

Os Verdes salientam que, através de comunicado, os sindicatos dos trabalhadores da RTP “deram a conhecer recentemente o atual momento que se vive no seio da empresa, referindo mesmo que esta se encontra em colapso técnico e institucional e próximo do colapso financeiro”.

Cristina Bernardo
Ler mais

O grupo parlamentar d’Os Verdes questionou o Governo sobre a atual situação da RTP face ao impasse na constituição da nova administração da empresa, que aguarda o parecer das Finanças sobre o terceiro elemento da equipa.

A deputada Heloísa Apolónia, do grupo parlamentar Os Verdes, questionou o Governo, através do ministro da Cultura, numa pergunta enviada à Assembleia da República, “sobre o atual estado em que se encontra a RTP face ao impasse criado nestes últimos cerca de 90 dias, em que o Conselho de Administração não está formalmente constituído”, refere o partido Ecologista, em comunicado.

Os Verdes salientam que, através de comunicado, os sindicatos dos trabalhadores da RTP “deram a conhecer recentemente o atual momento que se vive no seio da empresa, referindo mesmo que esta se encontra em colapso técnico e institucional e próximo do colapso financeiro”.

A isto, prossegue Heloísa Apolónia na questão enviada ao Governo, soma-se o facto de a RTP estar “há cerca de 90 dias sem Conselho de Administração formalmente constituído, uma vez que o membro indicado pelo Conselho Geral Independente (CGI) para assumir a responsabilidade pela área financeira da RTP não terá sido aceite” pelas Finanças.

Considerando esta situação “preocupante, tanto mais que os representantes dos trabalhadores sentem que ‘nunca a empresa esteve tão dividida, tão conflituosa e tão paralisada'”, e em vésperas da organização da Eurovisão, que dá destaque internacional à RTP, Os Verdes questionam se “reconhece o Governo o atual estado em que se encontra a RTP face ao impasse criado nestes últimos cerca de 90 dias em que o Conselho de Administração não está formalmente constituído” e “quando pensa” o Executivo “tomar uma decisão relativamente à indicação do elemento para a área financeira”.

Em 25 de janeiro, o Conselho Geral Independente (CGI) convidou Gonçalo Reis (atual presidente) para apresentar um Plano Estratégico para a RTP para o triénio 2018-2020 e em 08 de fevereiro procedeu à designação de Hugo Graça Figueiredo para integrar o Conselho de Administração do grupo de ‘media’ público.

Desde o início de fevereiro que o Ministério das Finanças tem a indicação do nome do terceiro membro da administração, neste caso uma mulher, que terá o pelouro financeiro, sobre a qual tem de dar um parecer, que é vinculativo.

O Conselho de Administração da RTP é composto por três membros, sendo um presidente e dois vogais, indigitados pelo CGI e, após audição na Assembleia da República, investidos nas suas funções pela assembleia-geral.

Relacionadas

Os sindicatos e a independência da RTP

Para muita gente, a independência da RTP é a menor das preocupações. Essa modernice de ser livre dá muitas chatices e nada como ter um bom ministro da tutela, daqueles à moda antiga.

Eurovisão: Procura internacional já ultrapassou os 72%, segundo o presidente da RTP

Estes dados demonstram “o interesse, a projeção que este evento vai ter”, o que se traduz numa “grande oportunidade para Portugal, para a indústria da música e para Lisboa”, afirmou Gonçalo Reis, à Lusa.

RTP teve gestão financeira “equilibrada” nos últimos 3 anos

O presidente do Conselho Geral Independente (CGI), António Feijó, afirmou hoje que “nos últimos três anos” a RTP teve uma gestão financeira “equilibrada” e que a administração liderada por Gonçalo Reis foi “virtuosa”.
Recomendadas

Avanços da Mercadona em Portugal não surpreendem

O anúncio de expansão da Mercadona em território nacional veio “agitar as águas”, abrindo a porta à reflexão sobre esta presença, mas também sobre o peso que assumem hoje as insígnias espanholas na distribuição portuguesa.

Marcas ocidentais perdem terreno nas preferências dos consumidores chineses

Enquanto a Apple, IKEA, Nike ou BMW perdem popularidade, marcas chinesas como a Alipay, Huawei ou Taobao sobem no índice de preferência dos consumidores.

Preços da eletricidade e gás em Espanha e Portugal são dos mais caros da União Europeia

No segundo semestre de 2017, a Espanha foi o sexto país da União Europeia com eletricidade mais cara (Portugal foi o quinto), segundo dados compilados pelo Eurostat. No topo desta tabela destacam-se a Alemanha, a Dinamarca e a Bélgica.
Comentários