O impacto da pandemia de Covid-19 fez com que o preço do ouro atingisse o valor mais alto dos últimos oito anos. As ações a nível global desvalorizam e os receios de uma segunda onda de infeções empurram os investidores mais tímidos para ativos de refúgio, como o investimento no metal precioso, segundo a Reuters.
As desvalorizações do dólar, juntamente com a liquidez mais barata e interminável dos bancos centrais, fizeram com que o preço do ouro subisse 0,2%, para os 1,770 dólares (1566 euros) por onça (28 gramas), depois de atingir os 1,773 dólares (1569 euros) o valor mais alto desde outubro de 2012.
As ações a nível global caíram 0,3%, depois de subirem mais de 40% em relação aos valores mínimos históricos registados em março, na esperança de que o pior da pandemia já tinha sido ultrapassado, algo que para já não se verifica.
Com o aumento significativo de casos da Covid-19 nos Estados Unidos e Brasil, estes dois países lideram a lista que ninguém quer liderar, com os números mais altos de pessoas infetadas e mortes registadas. A União Europeia já se prepara para impedir o acesso a viajantes provenientes dos dois países, aos quais se junta a Rússia, o terceiro país com mais casos por esta altura.
Stephen Innes, principal estratega de mercado global da AxiCorp, citado pela Reuters explica que “os mercados de ações globais estão a lutar para obter ganhos, provavelmente por nenhuma outra razão senão os crescentes casos diários de Covid-19 nos Estados Unidos estampados nas notícias de primeira página, as manchetes estão a mostrar-se um fardo pesado para suportar durante esta manhã”.
Innes, sublinha que um cenário de preocupações com o dólar mais fraco a que se junta o aumento no número de infeções levará a mais medidas de estímulo, sendo normal que “o ouro permaneça num caminho razoavelmente construtivo”.
