Pacto Português para os Plásticos quer reiventar o uso deste material

‘Vamos Reinventar o Plástico’ é o mote da campanha do Pacto Português para os Plásticos, que arranca hoje [dia 18 de setembro] e que pretende sensibilizar os consumidores portugueses para uma utilização responsável do plástico.

O Pacto Português para os Plásticos quer reinventar o plástico e mobilizar os consumidores para a mudança de comportamentos, estando a lançar uma campanha de sensibilização designada ‘Vamos Reinventar o Plástico’.

“‘Vamos Reinventar o Plástico’ é o mote da campanha do Pacto Português para os Plásticos, que arranca hoje [dia 18 de setembro] e que pretende sensibilizar os consumidores portugueses para uma utilização responsável do plástico. O objetivo é mobilizar a sociedade no processo de transição para uma economia circular dos plásticos em Portugal, uma economia onde continuamos a beneficiar das características do plástico, sem impactos no ambiente”, explica um comunicado desta entidade.

De acordo com essa nota, “depois do envolvimento de empresas de diferentes setores, entidades governamentais,
ONG [Organizações Não Governametais], associações e universidades, chegou o momento de envolver também os
cidadãos na missão de solucionar os problemas associados ao plástico. A primeira fase da campanha ‘Vamos Reinventar o Plástico’ aposta numa presença digital com o ‘site’ www.pactoplasticos.pt, numa campanha ‘online’ em vários ‘sites’ de referência; uma comunicação mais próxima dos cidadãos através das redes sociais; um vídeo de
apresentação do projeto e a presença nos pontos de venda dos membros associados”.

“Desde o lançamento do Pacto Português para os Plásticos, no passado mês de fevereiro, tem sido extraordinário o grau de compromisso e colaboração que os membros desta iniciativa têm apresentado. Provenientes de vários setores ao longo da cadeia de valor dos plásticos, os nossos membros têm vindo a implementar várias ações no terreno, que estão, sem dúvida, a acelerar a transição para uma economia circular para os plásticos em Portugal. Mas para que estas ações atinjam os seus objetivos, é fundamental que os consumidores percebam a sua importância”, refere Pedro São Simão, coordenador do Pacto Português para os Plásticos.

O Pacto Português para os Plásticos é uma iniciativa colaborativa que arrancou em fevereiro com o envolvimento de várias dezenas de empresas e entidades da cadeia de valor do plástico. “Agora, pretende impactar o elemento mais importante da cadeia de valor: os consumidores, com o objetivo principal de impulsionar a transição para a economia circular para os plásticos em Portugal”, adianta o referido documento.

“A campanha ‘Vamos Reinventar o Plástico’ representa o ponto de partida no engajamento e sensibilização do elemento mais importante da cadeia de valor – os consumidores. Só com a adesão dos consumidores portugueses ao Pacto Português para os Plásticos será possível criar um futuro verdadeiramente sustentável e circular”, assinala Pedro São Simão.

Neste momento, o Pacto Português para os Plásticos reúne mais de 80 entidades, entre marcas, produtores, retalhistas, recicladores, entidades gestoras de resíduos, Governo, universidades, ONG, poder local, assim como a comunidade, com um objetivo comum: acelerar a transição para uma economia circular para os plásticos, onde continuamos a beneficiar das qualidades do plástico, garantindo que este nunca termina no ambiente.

“O plástico está por todo o lado e faz parte do dia-a-dia de todos os portugueses. É prático, leve, barato, versátil e, sobretudo, muito útil. No entanto, a forma como tem sido utilizado – de forma linear – tem tido como consequência a degradação e poluição do ambiente, sobretudo nos oceanos. É, por isso, urgente mobilizar a sociedade portuguesa e pô-la a repensar no uso, e pós-uso, do plástico no país. Ou seja, reduzir o plástico desnecessário, inovar para implementar soluções de reutilização de embalagens, aumentar a reciclagem dos plásticos, e incorporar o material reciclado em novos produtos”, defendem os responsáveis do Pacto Português para os Plásticos.

Liderado pela Associação Smart Waste Portugal e com o apoio do Governo Português, o Pacto Português para os Plásticos pertence à rede global de Pactos dos Plásticos, da Fundação Ellen MacArthur, que junta iniciativas similares de várias geografias, com o objetivo de partilha de experiências, conhecimentos e boas práticas e colocando Portugal no grupo de países que pretendem liderar esta transição.

“Estamos entusiasmados em acompanhar e apoiar os avanços do Pacto Português para os Plásticos, hoje composto por mais de 80 entidades públicas e privadas que representam toda a cadeia de valor dos plásticos, unidas por uma mesma visão: a de que o plástico nunca se torne lixo em Portugal. A cada passo dado conjuntamente por esse grupo de organizações, avançamos na construção de uma economia circular para o plástico, que envolve eliminar plásticos problemáticos e desnecessários, inovar para garantir que os plásticos produzidos sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis e circular esses plásticos na prática, para que sejam efetivamente reciclados ou compostados.” diz Thais Vojvodic, Plastics Pact Network Manager na Fundação Ellen MacArthur.

Os membros do Pacto Português para os Plásticos traçaram metas ambiciosas que se comprometeram a atingir até 2025: definir, até 2020, uma listagem de plásticos de uso único considerados problemáticos ou desnecessários e definir medidas para a sua eliminação, através de redesenho, inovação ou modelos de entrega alternativos (reutilização); garantir que 100 % das embalagens de plástico são reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis; garantir que 70 % ou mais, das embalagens plásticas são efetivamente recicladas, aumentando a recolha e a reciclagem; incorporar, em média, 30 % de plástico reciclado nas novas embalagens de plástico; promover atividades de sensibilização e educação aos consumidores (atuais e futuros) para a utilização circular dos plásticos.

Com mais de cem associados comprometidos com as ações estratégicas da economia circular, a Associação Smart Waste Portugal é uma plataforma de investigação, desenvolvimento e inovação e o polo aglutinador por excelência das várias partes interessadas e representantes da cadeia de valor, promovendo ativamente a cooperação entre entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, na transição para a circularidade.

A Associação Smart Waste Portugal (ASWP), fundada em 2015, é uma associação sem fins lucrativos.

Por seu turno, a Fundação Ellen MacArthur foi criada em 2010 com o objetivo de acelerar a transição para uma economia circular.

“Desde a sua criação, a Fundação emergiu como um líder de pensamento global, colocando a economia circular na agenda dos Governos, empresas e universidades. O trabalho da Fundação foca-se em cinco áreas de interligação: insight e análise; educação e formação; negócios e governo; iniciativas sistêmicas; e comunicação”, conclui o referido comunicado.

Ler mais
Recomendadas

Maior desafio do próximo século será reconciliar a biodiversidade com a economia, defende Comissão Europeia

Durante a terceira edição do Blue Bio Value, John Bell, um dos membros da Direção-Geral de Pesquisa e Inovação da Comissão Europeia considerou que o próximo passo da transição sustentável será reconciliar a biodiversidade com a economia. “Essa vai ser a tarefa mais desafiante do próximo século”, vincou.

Zero pede suspensão de novas centrais de biomassa

A associação pede que “qualquer intenção de instalação de novas centrais de biomassa seja de imediato suspensa”, defendendo que primeiro tem que se avaliado de forma séria “qual o potencial de biomassa florestal residual existente” e o que é que é atualmente utilizado por diferentes setores da indústria.

“Descartável voltou a invadir as nossas vidas”, lamenta ministro do Ambiente

“O descartável voltou a invadir as nossas vidas”, apontou o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que participava, esta tarde, num debate no âmbito do Visão Fest Verde, juntamente com o deputado do Bloco de Esquerda (BE) José Manuel Pureza e o advogado e antigo secretário de Estado do Ambiente José Eduardo Martins.
Comentários