Pagar mais a homens do que a mulheres já dá multa. Islândia aprova lei inédita

Consolidando a ilha nórdica como a nação em que a desigualdade entre homens e mulheres é menor, a nova lei entrou em vigor no primeiro dia de 2018 e dá lugar a multa a pagar por empresas privadas e públicas.

Na Islândia, acaba de entrar em vigor um diploma aprovado em março de 2017 pelo parlamento de Reiquiavique, o qual proíbe as empresas de pagarem salários superiores aos homens em relação às mulheres pelo exercício das mesmas funções. O país tem 323 mil cidadãos e a lei aprovada contou com o apoio do governo de coligação de centro-direita e também da oposição, onde quase 50% dos deputados são mulheres.

As empresas públicas e privadas, com pelo menos 25 trabalhadores, passam a estar obrigadas a apresentar um certificado oficial de cumprimento de uma política de igualdade salarial. Recorde-se que a Islândia, com uma economia robusta, assenta sobretudo nos setores económicos do Turismo e da Pesca.

Aquando da celebração do Dia Internacional da Mulher, a Islândia, classificada pelo Fórum Económico Mundial como a nação com o melhor índice global em termos de igualdade entre homens e mulheres ao longo dos últimos nove anos, anunciou esta medida e agora passa a ser o primeiro país a aprovar uma lei deste tipo. No referido índice, logo a seguir à Islândia surge a Noruega, e seguem-se a Finlândia, o Ruanda e a Suécia. 

 

 

 

 

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