Pagero. Conexão empresarial sem barreiras

A inovação digital veio permitir uma maior conectividade entre empresas. O objetivo da Pagero é criar a maior rede comercial aberta do mundo.

Duarte Machado, Senior Sales Executive da Pagero

JE Brand Channel (JE): A Pagero defende que “fazer negócios devia ser mais simples”. O que está errado no modo como os negócios têm sido conduzidos?

Duarte Machado Serra (DS): Eu não diria “o que está errado”, mas sim o que pode ser melhorado.

Temos que olhar com atenção para o estado da comunicação entre as empresas hoje em dia e para a comunicação entre as pessoas. As pessoas hoje em dia conectam-se de uma forma muito simples – com um simples smartphone, onde têm apps, e através das quais usufruem de um fluxo natural, seja para enviar mensagens, fazer chamadas, realizar pagamentos, aceder ao homebanking ou até para fazer compras. O que se passa, no sector B2B é bastante diferente: existe uma enorme dificuldade em se comunicar na comunicação entre empresas, que por muita tecnologia que tenham, não estão conectadas entre si.

Porquê? Cada empresa (e se centrarmos a atenção nas empresas portuguesas, ainda mais) tem um ecossistema digital muito próprio; o mesmo tem que ser totalmente adaptativo aos ecossistemas digitais dos seus fornecedores e clientes, independente do nível de tecnologia por eles adotado.

O que nós queremos é que as empresas nacionais se possam conectar de uma forma simples, focando-se numa estratégia de adoção à faturação eletrónica e no envio de ordens de compra e outros documentos dos seus fornecedores, ao invés de estes serem trocados em formatos analógicos ou semidigitais (e-mail e papel). Queremos que estejam conectadas entre sistemas que se possibilite a troca de informação por via eletrónica; só assim conseguiremos ter precisão de informação (data) e criar automatismos de validação, permitindo uma rápida análise da informação dentro das organizações. No fundo, falamos de tarefas de análise de informação ao invés de qualificação de informação provenientes de várias fontes. E passar-se-á a ter uma gestão proactiva de fornecedores, ao invés de uma gestão reativa de análise de erros.

Convém mencionar que o tecido empresarial português é ainda imaturo na utilização da faturação eletrónica, em detrimento da faturação analógica (pdfs e papel). No entanto, a faturação eletrónica veio para ficar; tal é ainda mais fortalecido pela obrigatoriedade legal de faturação eletrónica emitida para entidades públicas governamentais Portuguesas, que se inicia já no próximo dia 1 de Janeiro de 2022 (Decreto-Lei 128/2019).

JE: Ambicionam construir a maior rede comercial aberto do mundo…

DS: Correto, estamos a construir a maior rede aberta comercial do mundo. Temos clientes em mais de 140 países, com escritórios físicos em 30 deles.

Somos da opinião que não deve existir qualquer impedimento ou barreira para que as empresas se conectem entre si. Acreditamos numa conectividade ilimitada sem obstáculos, entraves, burocracias ou custos acrescidos.

JE: Diria que o maior selling-point, ou o USP, da Pagero se prende com a questão da digitalização?

DS: A buzzword da digitalização… Em Portugal falamos de um aceleramento nas empresas, especificamente nos seus processos. Nós dedicamo-nos aos processos financeiros. A nossa digitalização é centrada em data (informação transacionada por via eletrónica, em ficheiros estruturados – xml, idoc, Cxml, ubl 2.0, etc). Esqueçamos os pdf’s.

Hoje em dia quando uma empresa recebe um documento em PDF, o seu tratamento interno é efetuado quase da mesma forma como se o tivessem recebido por correio físico. O que queremos é que estes sistemas sejam interligados. Convertemos esse PDF num documento verdadeiramente eletrónico e entregamo-lo diretamente no sistema do nosso cliente numa questão de minutos, no formato que o sistema do nosso cliente pretender. Uma operação que demoraria dias ou até semanas a ser concluído com várias intervenções manuais é efetuado em minutos, de forma automática.

O conceito é muito semelhante a um Google Translate por exemplo: conhecemos todos os idiomas (formatos de ficheiros), e traduzimos esse idioma para o idioma que o sistema do nosso cliente pretender falar (formato de ficheiro).

Somos totalmente agnósticos perante as diferentes tecnologias, ERPs e ficheiros existentes; adaptamo-nos a qualquer formato ou sistema que o nosso cliente possa utilizar. Somos conversores globais e permitimos criar automatismos na sua receção.

JE: Qual é a visão que a Pagero tem para o mercado português?

DS: A nossa missão no território nacional é criação de valor. Pretendemos ajudar as empresas nacionais a tornarem-se mais eficientes. Temos uma oferta totalmente diferenciadora, focada sobretudo na adoção da faturação eletrónica para que as empresas consigam criar processos totalmente digitais, sempre com recurso a automatismos.

Esta oferta, focada na adoção, permite-nos oferecer de forma gratuita o nosso portal freemium que permite enviar até 36 faturas por ano (3 por mês). Mas vamos mais além, com soluções mais alargadas e focadas nas realidades de algumas empresas. Como somos uma rede aberta, qualquer fornecedor que trabalhe com outro operador pode-nos enviar todo e qualquer documento, de forma simples, sem custos ou obstáculos tecnológicos. Esta é uma enorme vantagem para os envolvidos, o nosso cliente e o seu fornecedor.

Em Portugal existem poucos players no mercado e existe sobretudo um problema de interoperabilidade; ou seja, os players têm dificuldades em se conectar de forma simples e rápida. Tal se pode comparar à polarização das operadoras móveis no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Isto gera uma enorme dificuldade junto das empresas portuguesas que acabam por se sentir desmotivadas em apostar na digitalização de processos financeiros.

No entanto, tal não sucede com a Pagero: somos uma rede aberta, sem barreiras tecnológicas ou de pricing. Somos facilitadores e promotores da interoperabilidade sem custos adicionais entre operadores.

JE: Como é que a Pagero se propõe a apoiar o tecido empresarial nacional na questão da transformação digital, sendo que uma grande maioria do mesmo é composto por PME?

DS: A nossa solução, apesar de global, é desenrolada e atua localmente. No território nacional temos uma solução bastante robusta e adaptável às PME.

A digitalização não é um processo oneroso ou tecnológico que obrigue a uma grande preparação por parte das empresas, e nós na Pagero encarregamo-nos de desmistificar essa ideia. Nessas situações, o promotor tecnológico é a própria Pagero. Temos uma oferta de onboarding muito sólida, na qual somos proactivos a contactar os fornecedores do nosso cliente apontando as vantagens que eles próprios terão em passar a enviar faturação eletrónica, em detrimento da tradicional faturação em papel ou PDF.

Ao disponibilizarmos uma plataforma freemium, na qual o fornecedor poderá enviar até 3 faturas por mês de forma completamente gratuita (basta um computador ou um dispositivo com acesso à internet para que tal aconteça) estamos a acelerar a adoção eletrónica e a digitalização. Os fornecedores terão apenas que se registar na nossa plataforma em https://www.pagero.pt/solucoes/pagero-free/.

Só desta forma vamos conseguir evidenciar no mercado a vantagem dos formatos digitais. Muitos problemas que atualmente existem na gestão de fornecedores passam a ser geridos de uma forma proactiva, como acima mencionado. Com estas soluções diferenciadas, conseguimos em alguns casos que 80% dos fornecedores passem a enviar faturação eletrónica.

JE: Sendo uma empresa com uma forte presença global, qual é a vossa visão global para a digitalização financeira?

DS: Nesse sentido, somos pioneiros a nível mundial. Além de termos um alcance global na conectividade, temos também um alcance global em compliance; como costumamos dizer não basta estar em conformidade legal, mas o mais importante é permanecer em conformidade legal. Tal é tremendamente importante, porque cada país tem os seus reguladores de negócio.

Olhamos para o futuro através da conectividade aberta e sem barreiras entre sistemas e empresas – hoje em dia tal já não se trata de um “nice-to-have“ mas sim de um “must-have“. A única forma de as empresas se conectarem de forma simples e de criarem automatismos, beneficiando de todas as vantagens que a digitalização de processos acarreta, é através da Pagero.

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Pagero.

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