PAN quer eleger “um mínimo de dois deputados” nas legislativas de outubro

O dirigente do PAN, André Silva, afirma é importante “evitar maiorias absolutas” e “o afunilamento do sistema democrático numa visão apenas e redutora de um partido”, para que se possa avançar com medidas como o combate à poluição e corrupção.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) quer eleger, pelo menos, dois deputados para a Assembleia da República, nas eleições legislativas de outubro. O dirigente do PAN, André Silva, afirma é importante “evitar maiorias absolutas” e “o afunilamento do sistema democrático numa visão apenas e redutora de um partido” para que se possa avançar com medidas como o combate à poluição e corrupção.

“O objetivo é aumentar a nossa representação parlamentar, eleger um grupo parlamentar, para fazer valer as nossas propostas, as nossas causas, fazer avançar a nossa mundivisão e passa por um reforço da presença no parlamento com a eleição de mais deputados. A meta sempre foi o aumento da representação parlamentar, que significa, no mínimo, dois deputados”, afirmou André Silva, antes de entregar a lista de candidatos no Palácio da Justiça, em Lisboa.

André Silva defende que há cada vez mais pessoas que “percebem que para fazer avançar determinadas causas é preciso continuar a confiar no PAN e dar mais força ao PAN”. “[É importante] que se consiga encontrar uma maior diversidade parlamentar, acima de tudo para evitar maiorias absolutas e o afunilamento do sistema democrático numa visão apenas e redutora de um partido”, sustentou.

Nas listas de candidatos a deputados que o PAN entregou no Palácio da Justiça, o atual deputado André Silva volta a ser cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Lisboa. Já a jurista Inês de Sousa Real, de 38 anos, que foi provedora dos Animais de Lisboa e candidata do PAN à Câmara Municipal de Lisboa, é a número dois por Lisboa.

Seguem-se o programador informático Nelson Silva, com 34 anos, a assessora administrativa principal do PAN Sandra Marques, de 35 anos, e Pedro Silva, de 51 anos, que, se for eleito, será o primeiro deputado surdo da Assembleia da República.

A fechar a lista por Lisboa estão ainda a atriz Sandra Cóias, que ocupa o 11.º lugar da lista, bem como João Paulo Oliveira e Costa, professor Catedrático e Diretor do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM) e a escritora Manuela Gonzaga.

As listas do PAN são constituídas por 129 homens e 164 mulheres, cujas idades variam entre os 20 e os 67 anos. Nas listas há novos nomes, mas também caras já conhecidas do grande público, sendo estas compostas por profissionais das mais diversas áreas, nomeadamente justiça, ambiente, ensino, economia e gestão, saúde ou proteção animal.

Nas últimas eleições legislativas, realizadas em 2015, o PAN atingiu 1,39% dos votos, o que lhe permitiu eleger um deputado pela primeira vez.

Ler mais
Relacionadas

PAN entrega listas de candidatos a deputados no Palácio da Justiça

O atual deputado do PAN, André Silva, volta a ser cabeça de lista do PAN por Lisboa e o objetivo é eleger uma bancada parlamentar que reforce o trabalho que tem vindo a ser feito.

André Silva volta a ser cabeça de lista pelo PAN em Lisboa

O atual deputado do PAN, André Silva, volta a ser cabeça de lista do PAN por Lisboa e o objetivo é eleger uma bancada parlamentar que reforce o trabalho que tem vindo a ser feito. Atriz Sandra Cóias integra as listas por Lisboa.

Assembleia da República: Maioria absoluta masculina, acima dos 50 e recém-chegada

A XIII Legislatura, que está quase a terminar, não fica só marcada pela “geringonça”. Ao longo dos últimos quatro anos os portugueses foram representados por um Parlamento tão envelhecido quanto inexperiente no desempenho de funções. Aqui está a radiografia dos nossos deputados.
Recomendadas

Mais de 300 artistas exigem 1% imediato do Orçamento do Estado para a Cultura

Mais de 300 artistas, concentrados em frente ao Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, exigem um valor imediato de 1% do Orçamento do Estado (OE) para a Cultura, em 2020, numa iniciativa convocada pela Plataforma Cultura em Luta.

OE2020: Funcionários admitidos até 2005 podem perder férias se estiverem de baixa prolongada

Os funcionários públicos admitidos antes de 2006 e que estiverem de baixa por doença superior a 30 dias podem vir a perder dias de férias, segundo uma proposta do Governo ainda em negociação com os sindicatos.

“Pirralha!”. Greta Thunberg defende causa indígena e Jair Bolsonaro reage

Bolsonaro referia-se às declarações da jovem no Twitter, em que afirmou que “os povos indígenas estão literalmente a ser assassinados por tentar proteger a floresta da desflorestação ilegal. Repetidamente. É vergonhoso que o mundo permaneça calado sobre isso”.
Comentários