Papeleiras e Mota-Engil alavancam bolsa nacional

Nas praças europeias, o sentimento é também positivo, numa altura em que a evolução da inflação continua a dominar as atenções dos investidores.

Reuters / Issei Kato

A bolsa portuguesa negocia em alta, a meio da manhã desta quarta-feira, dia 12 de setembro. O principal índice do mercado, PSI 20, soma 0,33%, para 5.287,01 pontos, impulsionado pelas valorizações das papeleiras e da Mota-Engil. Nas praças europeias, o sentimento é também positivo, numa altura em que a evolução da inflação continua a dominar as atenções dos investidores. 

A Navigator é a cotada que mais ganha no índice português, ao valorizar 2,90% para 4,254 euros. A acompanhar a tendência, estão as restantes papeleiras. A Altri soma 1,92% para 7,980 euros e a Semapa avança 1,59% para 17,900 euros.

A destacar-se também entre os ganhos está também a Mota-Engil. A construtora aprecia 2,55% para 2,210 euros, depois de ter comprado ações próprias a menos de meia hora do fecho da sessão. As transações foram todas executadas a 2,155 euros por ação – preço a que encerram os títulos –, tendo a  Mota-Engil passado a deter 3.699.812 ações próprias, correspondentes a 1,5578% do seu capital social.

Em terreno positivo está ainda o setor do retalho: a Sonae avança 1,19% para 0,895 euros e a Jerónimo Martins ganha 0,36% para 12,610 euros. A subir estão também a Galp Energia (0,98%), a Ibersol (1,94%), a NOS (1,27%), a Pharol (1,59%), a F. Ramada (0,50%) e os CTT (0,49%).

A contrabalançar os ganhos está o BCP, que perde 1,06% para 0,243 euros. Em sinal negativo estão ainda a Corticeira Amorim (-1,24%), a EDP (-1,10%), a EDP Renováveis (-0,82%) e a REN (-0,16%).

As restantes bolsas europeias seguem em terreno positivo. O índice alemão DAX ganha 0,18%, o francês CAC 40 valoriza 0,53%, o italiano FTSE MIB sobe 0,39%, o espanhol IBEX 35 aprecia 0,01%, o holandês AEX avança 0,02% e o britânico FTSE 100 soma 0,07%.

A evolução da inflação continua a dominar as atenções dos investidores, pela influência que tem sobre as políticas dos bancos centrais. Amanhã serão divulgados os preços nos EUA, contudo hoje poderemos ter uma surpresa positiva vinda da Índia”, indica a equipa de analistas do Bankinter. “A inflação no pais poderá ter caído para 3,8% desde 4,2%, o que aliviaria a pressão baixista sobre a rúpia. O seu banco central irá reunir-se a 5 de outubro e já subiu as taxas por duas vezes este ano (6,50% atual)”.

Esta quinta-feira, há também reunião do Banco Central Europeu (BCE). Há ainda a assinalar a reunião do banco central da Turquia. O esperado é que o governo turco suba as taxas em 300 pontos base, para 20,75%. “Caso se comprove esta subida, as taxas ficarão ligeiramente acima da inflação (aproximadamente 20%) e, caso a situação estabilize, poderá conseguir travar a forte depreciação da lira turca (6,44 face ao dólar). Isto deverá proporcionar alguma tranquilidade aos emergentes, o que seria bom para as bolsas”, indicam os analistas do Bankinter.

No setor petrolífero, a cotação do barril de Brent, que serve de referência para a Europa, ganha 0,75% para 77,95 euros, enquanto a cotação do crude WTI soma 0,31%, para 67,75 dólares por barril.

No mercado cambial, o euro desvaloriza 0,08% para 1,158 dólares e a libra aprecia ligeiramente 0,04%, para 1,303 euros.

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