Paridade de género: Será bom para as empresas começar pelo Conselho de Administração?

Os mercados estão cada vez mais dinâmicos, com mudanças impulsionadas pela tecnologia, por alterações demográficas e por um papel mais ativo dos consumidores. Num mundo em constante desenvolvimento, as empresas com equipas diversas e ambientes inclusivos ficam em vantagem face aos seus concorrentes.

Os mercados estão cada vez mais dinâmicos, com mudanças impulsionadas pela tecnologia, por alterações demográficas e por um papel mais ativo dos consumidores. Num mundo em constante desenvolvimento, as empresas com equipas diversas e ambientes inclusivos ficam em vantagem face aos seus concorrentes.

O conceito de diversidade abrange as diferenças visíveis ou invisíveis entre os diferentes colaboradores de uma empresa. O tema da inclusão no trabalho refere-se à criação de um ambiente onde as pessoas são e se sentem valorizadas e capazes de atingir e contribuir com todo o seu potencial. Poderá também ser visto como uma forma de aproveitamento das diferentes capacidades de cada um para atingir melhores resultados.

A paridade de género e lideranças mais diversas contribuem de forma crescente para o aumento do desempenho e das receitas das empresas, ao permitir melhorias na forma como interagimos com as pessoas, clientes ou comunidades.

De que forma poderão as empresas fazer face a estes desafios?

Uma das soluções passa por incluir nas suas agendas questões sobre paridade de género, constituindo Conselhos de Administração e equipas mais diversas, no que respeita ao género, à idade e à experiência. Esta evolução tem como principal objetivo alcançar diversidade cognitiva, novos e diferentes pontos de vista que certamente resultarão em tomadas de decisão mais criativas e eficientes. De acordo com um estudo recente produzido pela EY “is the X Chromossome the X factor for business leadership?” as empresas geridas por mulheres estão mais focadas em aumentar as suas quotas de mercado e tornarem-se líderes das respetivas indústrias quando comparadas com empresas lideradas por homens. Esta estratégia é suportada pela forte motivação em perceber as necessidades dos clientes e melhorar a sua experiência.

Adicionalmente, através do mesmo estudo, concluiu-se que as mulheres procuram liderar as suas empresas com uma abordagem mais colaborativa do que os homens, procurando alianças com parceiros externos como um caminho para inovar.

Durante muito tempo, promover mulheres a posições de liderança era percebido como “bem-visto”. Uma forma de parecer bem na sociedade mais do que uma decisão estratégica corporativa para melhorar e diversificar o funcionamento cognitivo das administrações.

Contudo, segundo o mesmo estudo da EY, nos últimos anos verificou-se um aumento consecutivo do número de mulheres em posições de liderança, o que nos faz acreditar que as empresas estão a incorporar a paridade de género na sua estratégia.

Num período de mudança acelerada, torna-se essencial ter a capacidade para analisar qualquer problema de diversos pontos de vista. Esta parece ser a grande vantagem das empresas que promovem a diversidade nas suas equipas, a começar pela equipa de gestão.

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