Patrões admitem acordo nos 600 euros. Centrais sindicais recusam

As confederações patronais admitiram esta sexta-feira um acordo na Concertação Social para aumentar o salário mínimo nacional, desde que seja para 600 euros em 2019, mas as centrais sindicais recusaram, exigindo um montante superior.

Cristina Bernardo

As confederações patronais admitiram esta sexta-feira um acordo na Concertação Social para aumentar o salário mínimo nacional, desde que seja para 600 euros em 2019, mas as centrais sindicais recusaram, exigindo um montante superior.

As posições dos parceiros sociais foram transmitidas aos jornalistas à entrada de uma reunião da Concertação Social onde será discutido esta tarde o aumento do salário mínimo, atualmente de 580 euros.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, voltou a dizer que tem a expectativa de que a subida não seja para um valor superior a 600 euros, considerando que no Orçamento do Estado não foram acauteladas medidas que favorecessem as empresas.

“O mais razoável é o Governo cumprir o seu programa e ficar nos 600 euros”, disse, acrescentando que a CCP dará o seu acordo se isso acontecer.

Também o presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Francisco Calheiros, declarou que a atualização do salário mínimo para 600 euros “terá” o acordo da confederação.

“Estamos a aguardar com expectativa o que virá desta segunda reunião”, disse Francisco Calheiros.

Já o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), considerou que 600 euros é um valor que “faz parte do acordo anterior” e, portanto, não se trata de haver acordo, mas sim de “uma imposição”.

Do lado das centrais sindicais, a dirigente da UGT Lucinda Dâmaso voltou a defender 615 euros e sublinhou que se assim não for “obviamente que não terá o acordo” a central sindical.

O valor de 600 euros “foi um acordo com o Bloco de Esquerda e não com a UGT”, disse Lucinda Dâmaso.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu 650 euros e disse que 600 euros “é pouco” mas não indicou se a intersindical aceitará esse valor.

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