Patrões querem mexer em contribuições para fundo de 370 milhões para compensar aumento de salários

Empresas contribuem mensalmente para o Fundo de Compensação do Trabalho e para o Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho. Patrões estão a preparar proposta de alteração para negociar com o Governo como medida compensatória da subida dos salários.

Cristina Bernardo

As associações patronais vão apresentar ao Governo uma proposta de alterações às contribuições para o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) e para o Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho, (FGCT) para compensar o aumento dos salários mínimo e médio, noticia o jornal “Público” este sábado.

O matutino explica que a proposta ainda não está fechada e poderá passar pela redução ou pela suspensão das contribuições para os fundos, que atingem cerca de 370 milhões de euros. Até setembro, o FCT registou 336,9 milhões de euros e o FCT cerca de 27 milhões.

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraivam disse, ao “Público”, que os patrões não querem “acabar com a contribuição, mas, por exemplo, suspender e depois passar a contribuição de 1% para 0,3%”. Apontou ainda que as contribuições das empresas ascendem aos sete milhões de euros por mês, mas que estes fundos são pouco utilizados.

“Terão sido usados cerca de 50 milhões”, estimou António Saraiva.

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