Em entrevista ao Económico Madeira, o líder do PS-Madeira, Paulo Cafôfo, vincou a necessidade de a Região alterar o seu modelo de desenvolvimento económico, e que esta pandemia é uma boa oportunidade para diversificar a economia.
“Eu espero que esta crise pandémica sirva precisamente para nós podermos alterar o nosso modelo de desenvolvimento económico. Eu já achava que isso era necessário antes de existir uma pandemia, porque se nós olharmos para os dados a Região sempre teve fragilidades, as fragilidades não surgiram com a pandemia, as fragilidades já existiam, nós tivemos, é verdade, um crescimento económico nos últimos anos, mas um crescimento económico na Madeira, no país e a nível europeu. A nível nacional e a nível internacional houve uma conjuntura favorável, que a Madeira também beneficiou, até em termos turísticos, como bem sabemos, mas nós temos fragilidades que continuam aqui”, referiu.
Paulo Cafôfo realça que, numa altura em que a Região tem 81 mil madeirenses em risco de pobreza, 24 mil cidadãos com privação material severa, 66% dos alunos com ação social escolar, “o que significa que as famílias têm necessidades”, 23% dos alunos que não completam o 12.º ano, comparativamente aos 14% a nível nacional, os problemas não surgiram com a pandemia, mas que esta pode ser uma boa oportunidade para a Madeira alterar o seu modelo de desenvolvimento económico.
Para isso o líder regional dos socialistas vinca que é imperativo a Madeira tornar-se mais atrativa, nomeadamente em termos de fiscalidade, na diversificação da base económica, no aumento da produção e numa aposta forte na educação e na qualificação da população.
“Quando falo de diversificação da nossa base económica não quer dizer que sejam setores novos. Nós podemos associar aos setores tradicionais uma base de inovação”, destaca.
Neste sentido, Paulo Cafôfo refere que a Região, com mais de 200 anos de história de turismo, não tem uma escola de referência internacional. “Nós devíamos ter aqui uma escola internacional de formação de quadros que servisse não só para aquilo que é a dinâmica de vinda de alunos estrangeiros para cá, e de toda a relevância que isso tem, mas até como promoção do próprio destino”, vincando que apesar de este ser um setor tradicional, pode injetar-se um fator de inovação.
Leia a entrevista de Paulo Cafôfo, ao Económico Madeira aqui.
