Paulo Macedo: “Sou totalmente contra a promoções por antiguidade e a favor das promoções por mérito”

“Sou favorável a mais promoções por mérito e sou totalmente contra promoções por antiguidade”, explicou o CEO do banco para explicar a denuncia do Acordo da Empresa.

Cristina Bernardo

Paulo Macedo regressa ao Parlamento, Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, para ser confrontado pelos deputados com o relatório da EY que identificou perdas com operações que ocorreram entre 2000 e 2015.

Mas começou por ser levado a falar da denúncia do Acordo de Empresa na CGD, a pedido do Bloco de Esquerda.

Recorde-se que a Caixa Geral de Depósitos (CGD), instituição bancária de capitais exclusivamente públicos, decidiu denunciar os Acordos de Empresa em vigor no ano passado.

“Num mercado fortemente concorrencial, e considerando as características dos Acordos de Empresa em vigor na CGD, torna-se vital e urgente rever as suas condições, aproximando-as das que vigoram na generalidade do sector”, defendeu a administração do banco público.

“Ter seis anos de prejuízos não motiva as pessoas”, disse o CEO da CGD que lembrou também que foram distribuídos prémios o que não acontecia desde 2009. Esses prémio têm por critério de atribuição a melhor performance.

“Pela primeira vez foram também avaliados os diretores e administradores”, o que não acontecia antes.

“Sou favorável a mais promoções por mérito e sou totalmente contra promoções por antiguidade”, explicou o CEO do banco para explicar a denuncia do Acordo da Empresa.

A CGD é o único banco onde “as comissões não cobrem os salários dos colaboradores”, disse ainda lembrando que as comissões cobradas não cobrem as despesas com pessoal.

Paulo Macedo disse ainda, em relação aos salários na CGD, que o banco procedeu a uma atualização de 1,15% já este ano, enquanto a generalidade da banca teve aumentos de apenas 0,75%.

“O que queremos é um Acordo de Empresa que permita o que os nossos clientes queiram pagar os salários dos nossos trabalhadores”, lembrou.

“CGD tem vários problemas e a remuneração baixa dos seus trabalhadores não é um”, lembrou mais tarde o CEO da Caixa.

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