PCP considera medidas do Governo insuficientes

“A realidade mostra não apenas as fragilidades a que a política de direita conduziu o país mas também a impossibilidade de responder cabalmente a tudo o que está suscitado”, diz o partido.

O Partido Comunista Português considera as medidas apresentadas pelo Governo, como as ajudas às micro e pequenas e Médias Empresas (PME), insuficientes e culpabiliza a direita por ter contribuído para o atual estado do país.

“A realidade mostra não apenas as fragilidades a que a política de direita conduziu o país, mas também a impossibilidade de responder cabalmente a tudo o que está suscitado”, disse Vasco Cardoso Vasco, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, em declarações à imprensa.

Vasco Cardoso ressaltou “o carácter insuficiente e limitado face à situação de emergência nacional” das medidas do Governo e afirma que o “país enfrenta um quadro de dependências, fragilidades e desigualdades resultante de décadas de uma política que privatizou empresas e sectores estratégicos, desprezou o aparelho produtivo nacional, alienou importantes instrumentos de soberania, degradou serviços públicos”.

Além das privatizações e degradação dos serviços, o PCP compara a crise atual com a crise de 2010: “Tal como em tempos não muito distantes se verificou com o Pacto de Agressão da ‘troika’, já hoje, a par das opções do PS, aparecem sinais de insistência nesse caminho por parte de PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal”.

O PCP reafirma, assim, a sua posição de acabar com os despedimentos e a garantia do pagamento integral dos salários e outros rendimentos a todos os trabalhadores. Ademais, o partido impõe “o alargamento e reforço do conjunto das prestações sociais, incluindo com a criação de apoios extraordinários”.

O PCP pede também que sejam eliminadas as restrições salariais e sejam criadas medidas especiais para quem acompanha os filhos em idade escolas.

“O impedimento de qualquer despejo” e a “garantia de ininterruptabilidade do fornecimento de água, gás, energia elétrica e serviço de telecomunicações”, são outras das medidas defendidas por Vasco Cardoso que também acredita na “eliminação de qualquer transferência de recursos públicos para apoio à banca privada” e  na “reconsideração dos contratos das parcerias público privadas”

No que toca às micro e PME, o partido liderado por Jerónimo de Sousa acha que os apoios definidos pelo Executivo não correspondem às necessidades dessas empresas, as que devem ser priorizadas na concessão de apoios contratualizados com o Estado.

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