Perito em redes de água e saneamento alerta para a falta de uma entidade reguladora da água na Madeira

“Aqui na ilha as perdas de água representam três quartos do total, entre 75 a 78%, sendo que a média no cotinente é de 30%. O pior concelho do continente é Macedo de Cavaleiros  e tem 73%. Ou seja, a Madeira consegue estar pior do que o pior concelho do continente. Não pode ser”, frisou.

O perito nacional em redes de água e de saneamento público Rui Silva Santos esteve hoje presente na palestra “Diminuição de Perdas de Água em Sistemas Distribuidores num contexto de Alterações Climáticas” onde alertou para a falta de uma entidade reguladora dos serviços de água da Região, tal como existe no continente a ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos).

“Aqui não há regulação, está tudo a varrer para debaixo do tapete”, disse durante a palestra organizada pela Câmara Municipal do Funchal, sublinhando as grandes perdas de água que acontecem na Madeira, em comparação com o resto do país.

“Aqui na ilha as perdas de água representam três quartos do total, entre 75 a 78%, sendo que a média no cotinente é de 30%. O pior concelho do continente é Macedo de Cavaleiros  e tem 73%. Ou seja, a Madeira consegue estar pior do que o pior concelho do continente. Não pode ser”, frisou.

Para Rui Silva Santos o preço da água é muito relevante, isto porque “ninguém dá importância nenhuma quando uma coisa é de borla e aqui [Madeira] a água é praticamente de borla”. O perito acrescentou que há  menos perdas de água no Porto Santo, porque lá a água “é caríssima”.

Em jeito de conclusão lembrou que os recursos de água são cada vez mais reduzidos e que é uma falácia dizer que há muita água na Madeira.

“Não é preciso as alterações climáticas fazerem nada, porque mesmo que não houvesse alterações climáticas, ao ritmo que se está a andar estávamos a chegar ao limite, mas como é óbvio as alterações climáticas não ajudam”.

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