Pesos pesados BCP e Jerónimo Martins levam PSI 20 para o vermelho em dia de baixa liquidez

O PSI 20 regressou do Natal em queda, pressionado por alguns dos pesos pesados. Em época de volumes baixos, o destaque da manhã foi uma transação em bloco de 863.513 ações dos CTT, o correspondente a 0,7% do capital disperso em bolsa.

Stringer/Reuters

A bolsa de Lisboa, a meio da sessão desta quarta-feira, negoceia em terreno negativo, com o principal índice (PSI 20) a descer 0,46% para os 5.367,85 pontos, depois de ter encerrado a cair na semana passada, antes do Natal.

No dia em que é divulgada a síntese de execução orçamental relativa ao final do mês de novembro, pela Direção-Geral do Orçamento, o principal índice português está a ser pressionado pelas desvalorizações dos pesos pesados BCP e Jerónimo Martins.

O BCP, uma das cotadas com maior peso, a meio da sessão desvaloriza 0,44%, com ações a valer 0,2691 euros.

No retalho, a Jerónimo Martins cai 0,53% para os 16,0080 euros, enquanto a Sonae recupera do mau inicio de sessão e está agora na linha de água, perto dos 1,135 euros.

A energética EDP Renováveis também está ‘flat’ com ações a valer 6,6340 euros. Ainda no setor da energia, a REN desliza 0,08% para os 2,4490 euros, a EDP a recuar 0,35% para 2.864 euros e a Galp Energia perde 0,32% para 15.69 euros.

Paulo Rosa, trader do Banco Carregosa, considera que “a liquidez está muito baixa” na praça lisboeta, mas assinala a “alta” valorização da Pharol (2,29% para 0,262 euros), devido à discordância da holding com o plano de recuperação da telecom brasileira Oi, na qual é maior acionista.

Os CTT continuam em destaque. Um bloco de 863.513 ações do operador postal, correspondente a 0,7% do capital disperso em bolsa, foi negociado esta manhã ao preço de 3,53 euros na praça lisboeta, noticiou a Bloomberg. A cotação chegou a atingir os 3,61 euros, por ação, e segue agora a subir 0,59% para os 3,561 euros. Segundo Nuno Mello, gestor da corretora XTB,  transação “parece ser um reforço de posição de um dos acionistas de referência”.

“As praças europeias estiveram a negociar sem tendência bem definida esta manhã, na primeira sessão depois do Natal e numa semana marcada tipicamente por uma reduzida liquidez, com os investidores a aproveitarem a quadra festiva e os habituais fluxos de final do mês”, adianta Nuno Mello.

No mercado cambial, o dólar americano continua a acompanhar a tendência negativa das ‘yields’ a 10 anos dos EUA, mesmo depois de na semana passada o congresso norte americano ter aprovado a reforma fiscal e Donald Trump ter promulgado a medida na passada sexta-feira, explica o gestor da XTB

Em relação ao sentimento em geral, o trader do Banco Carregosa adianta que neste momento o “mercado de mais valias está estreito”, após um ano em que as ações tiveram um desempenho forte.
[Atualizada às 14h20]
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