Petróleo em queda ligeira após ataques a petroleiros em Omã

Depois de ontem ter subido mais de 4% após os ataques a petroleiros em Omã, o preço do petróleo está agora a descer ligeiramente nos mercados internacionais.

O ataque a dois petroleiros no Golfo de Omã, por onde passa um quinto do consumo global de petróleo, está hoje a afetar o preço do petróleo. O preço do barril de Brent, que serve de referência para as importações portuguesa, desce 0,24% para os 61, 17 dólares. Já a cotação do crude WTI cai 0,29% para os 52,09 dólares por barril. Ontem, o incidente causou uma subida dos barris de petróleo em 4,45%.

O Governo do Irão “rejeita categoricamente” a alegação dos Estados Unidos de que foi responsável pelos ataques de quinta-feira contra petroleiros no mar de Omã, incidentes que condena “com a maior veemência possível”.

“O Irão está pronto para desempenhar um papel ativo e construtivo em garantir a segurança das passagens marítimas estratégicas, bem como promover a paz, a estabilidade e a segurança na região”, declarou o Governo iraniano.

A pedido de Mike Pompeo, chefe da diplomacia norte-americana, Jonathan Cohen declarou à imprensa que os EUA avaliam os ataques de quinta-feira como “mais um exemplo das atividades desestabilizadoras do Irão na região”.

Ontem, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) divulgou um relatório onde prevê que a procura mundial de crude avance, este ano, para 99,86 milhões de barris diários, menos 70 mil do que o valor estimado no mês anterior.

A produção dos 14 sócios da OPEP caiu em maio em 236 mil barris por dia, impactada, sobretudo, pelo Irão com uma descida de 227 mil barris diários.

Ler mais
Recomendadas

Wall Street acaba semana em território misto

Bolsa norte-americana acaba a semana em território misto com dois índices a fechar em negativo.

Goldman Sachs dá empurrão à Jerónimo Martins. Bolsas europeias em alta

O PSI20 lidera ganhos europeus, impulsionado por disparo da Jerónimo Martins e da EDP Renováveis. Os principais índices de ações europeus fecharam em alta, perante o acalmar da crise política em Itália e das tensões comerciais EUA/China.

Wall Street abre em alta ajudada pelo alívio das tensões entre EUA e China

O presidente norte-americano mostrou ontem abertura para conversações com os líderes chineses e o país asiático referiu que não planeia retaliar neste momento.
Comentários