PremiumPetróleos da Venezuela exige dois mil milhões de euros ao Fundo de Resolução

Petróleos da Venezuela e subsidárias portuguesas reclamam créditos em sede de liquidação do BES. Valores referem-se a aplicações e depósitos.

A empresa Petróleos da Venezuela (PDVSA) exige o pagamento de mais de dois mil milhões de euros referentes à compra de papel comercial ao Fundo de Resolução (FdR), entidade que pagará aos credores comuns 31,7% das perdas do BES. A reclamação de créditos  refere-se à compra de papel comercial e obrigações, bem como dinheito em contas à ordem. E foi entregue à comissão liquidatária do BES, na passada sexta-feira, 8 de março, último dia do prazo para os “lesados” reclamarem os seus créditos em sede de liquidação.

“A PDVSA e as suas filiais portuguesas PDV Europa e Petrovenez Portugal, reclamaram créditos no valor superior a dois mil milhões de euros, no âmbito do processo de liquidação de património do BES”, revelou ao Jornal Económico Miguel Matias, advogado da petrolífera venezuelana, no âmbito do processo de reclamação que surge quatro anos e meio depois da intervenção no banco que foi liderado por Ricardo Salgado.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

Relacionadas

A crise na Venezuela também passa pelo subsolo

O país tem as maiores reservas de “ouro negro” do mundo mas as sanções de Trump aumentaram a pressão na petrolífera estatal, a PDVSA.

Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, mas não tem gasolina

Numa medida de apoio a Guaidó, os Estados Unidos aplicaram sanções ao regime de Nicolás Maduro, proibindo a compra de petróleo venezuelano. A Venezuela perdeu assim um importante parceiro comercial, para onde exportava bastante petróleo. Com as sanções, o regime venezuelano instalado não consegue refinar o petróleo pesado e poderá ficar sem gasolina.
Recomendadas

Pensão de Horta-Osório gera polémica interna no Lloyds

O gestor português é acusado de ter benefícios muito acima do que a instituição pratica para a generalidade dos seus funcionários. A polémica pode ‘resvalar’ para a assembleia geral de maio próximo.

Standard & Poor’s volta a subir rating do Banco BPI

Agência destaca a sólida posição do BPI no negócio de banca comercial em Portugal e uma qualidade dos ativos melhor do que os competidores domésticos.

Deutsche Bank terá emprestado 2 mil milhões de dólares a Donald Trump durante 20 anos

Antes de ser eleito, foram concedidos pelo banco alemão empréstimos no valor 2 mil milhões de dólares a Donald Trump. O relatório do ”New York Times” avança que estas cedências foram feitas num espaço de duas décadas.
Comentários