PGR: Passos Coelho diz que faltou “decência” para justificar saída de Joana Marques Vidal

Nestes anos de mandato, que a Constituição determina poder ser renovável, entendeu quem pode que a senhora procuradora deveria ser substituída. Não houve, infelizmente, a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”, escreve Passos Coelho, num artigo de opinião publicado na quinta-feira no jornal ‘online’ Observador.

O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho disse que faltou “decência” para “assumir com transparência” os motivos que levaram à substituição de Joana Marques Vidal como procuradora-geral da República (PGR), cargo que será ocupado por Lucília Gago.

“Nestes anos de mandato, que a Constituição determina poder ser renovável, entendeu quem pode que a senhora procuradora deveria ser substituída. Não houve, infelizmente, a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”, escreve Passos Coelho, num artigo de opinião publicado na quinta-feira no jornal ‘online’ Observador.

O Presidente da República anunciou esta noite, no ‘site’ da Presidência, a escolha da procuradora-geral adjunta Lucília Gago para substituir Joana Marques Vidal, por proposta do Governo, como nova procuradora-geral da República.

O ex-primeiro-ministro social-democrata, que propôs em 2012 a nomeação de Joana Marques Vidal para o cargo de PGR, defende que se preferiu a “falácia da defesa de um mandato único e longo para justificar a decisão”.

“A Constituição não contém tal preceito, e é público que um preceito desta natureza, há anos defendido pelo Partido Socialista, foi recusado em termos de revisão constitucional, sobra claro que a vontade de a substituir resulta de outros motivos que ficaram escondidos”, acusou o antigo presidente do PSD.

No seu artigo, Passos Coelho prestou ainda um reconhecimento público pela “ação extraordinária” que Joana Marques Vidal desenvolveu no topo da hierarquia do Ministério Público.

Ler mais
Recomendadas

Presidente da Câmara de Castelo Branco notificado da perda de mandato

O advogado Artur Marques disse estar “verdadeiramente em choque com a decisão” do tribunal, que, no seu entender, “tem uma conceção verdadeiramente errada dos pressupostos da perda de mandato, por dois motivos”.

Michel Platini detido em França por suspeitas de corrupção relacionada com escolha do Mundial de 2022

O antigo presidente da UEFA é suspeito de ter favorecido a candidatura do Qatar para organizar o Mundial 2022.

Lava Jato: Juíz do Supremo brasileiro pede prisão de alegados hackers

O juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) Alexandre de Moraes pediu na segunda-feira a prisão dos ‘hackers’ que, no seu entender, invadiram telemóveis de magistrados e procuradres envolvidos na Operação Lava Jato, avança a imprensa local brasileira
Comentários