Pharol quer manter posição elevada na Oi

Plano de reestruturação será votado pelos credores a 23 de outubro e pretende reestruturar a dívida de 21.000 milhões de dólares, com uma proposta para limitar a troca de dívida por acções exigida pelos credores a 25% do capital.

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A Pharol, a maior acionista da Oi, considera o plano de reestruturação da telecom brasileira, submetido a tribunal, como “muito positivo” e está a analisar formas de manter uma participação o mais elevada possível.

“A Pharol avalia o novo adicional ao plano de reestruturação como muito positivo para a própria Oi, por encerrar um capítulo de alguma indefinição nos temas de discussão na próxima Assembleia Geral de Credores e por ser o culminar de enormes esforços realizados pela Direcção da empresa para compatibilizar os interesses de todos os seus stakeholders”, disse Luís Palha da Silva, em entrevista escrita à Reuters.

Luís Palha da Silva explica que “o novo adicional ao plano de reestruturação” é “muito positivo para a própria Oi”, uma vez que permite “encerrar um capítulo de alguma indefinição nos temas de discussão na próxima Assembleia Geral de Credores”.

“Nesse sentido, podendo embora haver críticas de todos os quadrantes, como é natural quando se pede sacrifícios de todos, parece um plano equilibrado e atento a todos os interesses em jogo”, considera o CEO da Oi.

O plano de reestruturação será votado pelos credores a 23 de outubro e pretende reestruturar a dívida de 21.000 milhões de dólares, com uma proposta para limitar a troca de dívida por acções exigida pelos credores a 25% do capital. A telecom propôs fazer uma injeção de capital de 9.000 milhões de reais, dos quais 6.000 milhões viriam de uma oferta de acções e o resto através de uma troca de dívida por acções.

“A Pharol está ciente de que num processo como este de reestruturação Judicial há que exigir sacrifícios de todos ‘stakeholders’ e, em particular, dos seus accionistas. Assim, não se opõe aos níveis de diluição muito exigentes da sua participação previstos no novo plano apresentados pelo Conselho de Administração da Oi”, acrescentou, garantindo que a empresa “estudará todos os cenários e admite vir a realizar os maiores esforços para manter a sua participação no mais alto percentual possível”.

 

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