Pinho sugere que há “combinação” entre MP e deputados para o fazer falar

MP insiste em ouvir o ex-governante antes da sua audição no Parlamento, a 17 de julho. Advogado de Pinho fala em “combinação” com Assembleia.

O Ministério Público (MP) recusou as datas propostas pela defesa do ex-ministro da Economia para o interrogatório judicial, após convocatória marcada para esta quinta-feira, 12 de julho, ter sido inviabilizada por Manuel Pinho se encontrar na China. O MP mantém que quer ouvir o ex-governante, no inquérito às rendas excessivas de energia, na manhã de 17 de julho, antes deste ir ao Parlamento. Mas a defesa de Pinho deverá insistir em interrogatório após esta data, e deixa no ar que existe uma “combinação” para retirar ao ex-ministro o argumento de que não pode falar no Parlamento sem antes ser ouvido pela Justiça.

A notificação da data do interrogatório a Manuel Pinho foi confirmada ao Jornal Económico pelo seu advogado, Ricardo Sá Fernandes, que manifesta a sua estranheza pela recusa do MP em ouvir o ex-governante nas datas propostas, 18 ou 19 de julho, quando Pinho está para ser ouvido há um ano pela Justiça.

 

Artigo publicado na edição semanal do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

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