PremiumPintar a dívida de “verde” para ajudar a salvar o planeta

O apetite dos investidores por ‘green bonds’ não para de crescer a nível global, embora a regulação continue a ser um desafio. Em Portugal, novos emitentes poderão seguir os passos da EDP e da Altri.

“Isto é o tema, lá fora, literalmente”. Carlos Almeida, diretor de investimentos do Banco Best, não poupa entusiasmo sobre a crescente importância das obrigações verdes (green bonds, em inglês) no mercado internacional de dívida. “É mais do que uma moda, é uma tendência, com várias forças, de vertente regulatória, de imposição dos próprios investidores, que na hora de investir, querem assegurar a sustentabilidade”.

O gestor sublinha que esse tipo de emissões de dívida, destinadas a financiar projetos sustentáveis da perspetiva ambiental, vai crescer de forma significativa nos próximos anos. Portugal não vai ficar de fora e duas cotadas do PSI 20 já deram os primeiros passos nos últimos meses. Antes de satisfazer o crescente apetite dos investidores por este tipo de obrigações, as empresas têm, no entanto, de preparar o terreno.

A produtora de pasta e papel Altri em fevereiro tornou-se na segunda empresa portuguesa a emitir uma green bond, a 10 anos e no valor de 50 milhões euros para financiar a construção de uma central termoelétrica a biomassa na Figueira da Foz. Miguel Valente, diretor de mercado de capitais e gestão de risco da empresa, recordou que a emissão de obrigações não é terreno novo para a Altri, que tem atualmente 12 linhas ativas, mas a mais recente foi especial.

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