Pinto da Costa: “Competições decidiam-se mais em alguns gabinetes do que no terreno de jogo”

O futebol português “está refém de um sem número de procedimentos irregulares e antidesportivos”, disse ainda o líder azul e branco na apresentação do relatório e contas da SAD aos acionistas.

Miguel Vidal / Reuters

Jorge Nuno Pinto da Costa falou hoje, no âmbito da apresentação do Relatório e Contas 2017/18 aos acionistas da SAD portista, realçando que o futebol português “está refém de um sem número de procedimentos irregulares e antidesportivos”. Sobre as poucas conquistas do FC Porto nos últimos anos, Pinto da Costa justificou as mesmas pelo facto das competições “decidirem-se mais em alguns gabinetes do que no terreno de jogo”.

A SAD do Futebol Clube do Porto conclui o ano fiscal encerrado a 30 de junho deste ano, com um prejuízo de 28.444 milhões de euros, segundo revela o comunicado enviado esta quinta-feira, 11 de outubro, dos portistas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Apesar de negativo, este resultado “segue a tendência que a Sociedade se comprometeu a seguir, e respeita o compromisso assumido com a UEFA no caminho para o equilíbrio nas suas contas de exploração”, lê-se no comunicado.

Os ‘dragões’ sublinham que este valor representa uma melhoria face aos registados no período homólogo (-35,3 milhões). Para isso contribuiram o aumento das receitas do clube portista. Sem contar com os proveitos de passes dos jogadores, a SAD ‘azul e branca’ encerrou com um volume de negócios de 105,8 milhões de euros, mais 7% do que no último ano.

O EBITDA da SAD portista cresceu 22% passando dos 22.751 milhões de euros, para os 27.921 milhões. Com exceção dos direitos de transmissão/distribuição televisiva, onde o encaixe financeiro diminuiu 5,6% caíndo dos 23.932 milhões, para os 23.712 milhões de euros. Todas as restantes rubricas como o merchandising, bilheteira e provas da UEFA, registaram aumentos dos valores gerados.

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