Pizza para combater o ‘shutdown’. Trabalhadores canadianos solidários com colegas norte-americanos

Cerca de 36 aeroportos receberam comida do Canadá e o número tem aumentado a cada hora que passa. Até domingo tinham sido enviadas 300 pizzas para os controladores aéreos norte-americanos

O ‘shutdown’ que decorre nos Estados Unidos da América há 24 dias, tem afetado o trabalho dos controladores do espaço aéreo deste país, e os colegas do Canadá mostraram solidariedade tendo em conta que estes controladores deixaram de receber o ordenado. A generosidade canadiana fez com que fossem enviadas pizzas para diversos aeroportos do outro lado da fronteira.

O presidente do controlo aéreo do Canadá, Peter Duffey, confirmou que os controladores aéreos deste país enviaram pizzas aos vizinhos na zona de Anchorage, no Alasca. Esta ação tornou-se numa campanha ainda maior, sendo que os aeroportos de Vancouver, Edmonton, Toronto e Moncton também decidiram juntar-se à iniciativa dos colegas e compraram pizzas a colegas por todos os Estados Unidos, como Seattle, Utah e Nova Iorque avançou a Global News.

Duffey reforça que cerca de 36 aeroportos receberam comida do Canadá e que o número tem aumentado a cada hora que passa, sendo que até domingo tinham sido enviadas 300 pizzas. Diversos controladores aéreos têm partilhado nas suas contas de Twitter fotografias das suas folhas de vencimento, que apresentam um zero, bem como a generosidade dos seus vizinhos do norte. Tony Walsh, controlador em Minneapolis, disse que “a chegada de 16 pizzas extra-grandes chegaram numa boa altura para os 85 trabalhadores do turno da noite que receberam os primeiros vencimentos a zero”.

Este é o shutdown mais longo da história dos Estados Unidos, e engloba 800 mil trabalhadores do governo que estão na dúvida de quando irão receber o seu próximo ordenado. Estima-se que cerca de dez mil controlares não estejam a ser pagos mas que estes têm ordens para continuar a apresentar-se ao trabalho, pois de acordo com a Administração Federal de Aviação dos EUA “são considerados essenciais”.

 

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