A presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Nazaré da Costa Cabral, defendeu que o país poderia ter ido “mais além na consolidação orçamental” e que esta deve ser feita “sobretudo nos bons momentos”.
“Os progressos ao nível da despesa primária não têm aproveitado do bom momento do ciclo económico e, portanto, poder-se-ia ter ido mais além”, disse em entrevista ao jornal Público.
A sucessora de Teodora Cardoso sublinhou ainda que as cativações não devem ser utilizadas como instrumento de consolidação orçamental e que “não é para isso que elas foram feitas”.
Nazaré da Costa Cabral realçou também que apesar de se poder considerar que existe uma menor exigência relativamente ao défice, esta exigência é “determinada em vista daquilo que é atualmente o objetivo essencial que é a redução da dívida pública”.
Para a presidente do CFP existe margem para os governos reverem “as fontes da despesa ao nível das várias políticas públicas”.
