Polémica entre Deco e Caixa. CGD diz que tem cerca de 50% da quota de mercado dos serviços mínimos

A CGD veio em comunicado rebater a Deco que considera incompreensíveis os aumentos nas comissões da Caixa. Está instalada a polémica.

Está instalada a polémica entre a Deco e a Caixa Geral de Depósitos a propósito do novo preçário do banco do Estado que entra em vigor no próximo ano.

A CGD reagiu em comunicado às críticas da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor transmitidas pela comunicação social, nomeadamente pela TSF e jornal Público. A associação de defesa do consumidor considera “incompreensíveis” e “injustificáveis” os aumentos nas comissões da Caixa Geral de Depósitos.

À TSF a Deco diz mesmo que vai denunciar a situação junto do Banco de Portugal.

A notícia do jornal Público, por seu turno, cita Nuno Rico, economista da Deco Proteste, a dizer que a nova política de comissões, que vai entrar em vigor em janeiro, penaliza quem tem menores rendimentos e por isso a Caixa está a contrariar as orientações do Banco de Portugal que vão no sentido de que não devem ser discriminados os clientes em função dos rendimentos e do património.

A Caixa vem no entanto, em comunicado, rebater dizendo que “defende os interesses dos reformados e clientes com rendimentos mais baixos”.

A Deco lembra que depois de ter acabado com a “conta reformado”, muitos clientes de baixos rendimentos passaram para a “Conta S”. Esta conta custava, para quem tinha cartão de débito e domiciliação de rendimento ou património financeiro, 2,80 euros (sem imposto de selo) e no início do próximo ano, a comissão vai subir 14,6%.

Em resposta a CGD garante que “disponibiliza, tendo cerca de 50% de quota de mercado, a Conta de Serviços Mínimos, gratuita para quem tem salários ou pensões inferiores ao salário mínimo nacional. Para os restantes o custo será de 34 cêntimos por mês”.

O banco liderado por Paulo Macedo assegura que “a Caixa isenta de comissões de gestão de conta à ordem reformados com uma pensão de reforma e outros clientes com rendimentos inferiores a uma vez e meia o salário mínimo nacional”.

“A CGD isenta de qualquer comissão de gestão por proteção de franjas, neste momento, mais de 1 milhão de clientes, dos quais mais de 390 mil reformados”, refere o banco.

A instituição detida pelo Estado refere na nota enviada às redações, que “a Conta S, uma conta pacote de adesão voluntária, que continua a ser a mais competitiva do mercado, tem um conjunto de serviços associados”.

“O reforço da proposta de valor da conta, por solicitação dos nossos clientes, com correspondente aumento do número de serviços motivou, por parte da Caixa, um acréscimo de 40 cêntimos por mês para os clientes com bonificação (menos de 1,5 cêntimos por dia) e de 95 cêntimos por mês para os restantes clientes desta conta (menos de 3 cêntimos dia)”, acrescenta o banco.

No preçário novo os clientes com domiciliação de ordenado acima de 2.250 euros mensais ou património acima de 50 mil euros vêem o custo de comissões a pagar cair 30%, de sete para cinco euros por mês.

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