Politécnico prepara concurso de arquitetura da futura ESD

No dia em que os alunos da Escola Superior de Dança cumpriram uma jornada de greve, o Instituto Politécnico de Lisboa revelou que está a preparar o lançamento do concurso de arquitetura do futuro edifício.

O Instituto Politécnico de Lisboa, em cujo universo se integra a Escola Superior de Dança (ESD), revelou, em comunicado, entender a luta dos alunos que paralisaram, ontem, em protesto contra a degradação das instalações que colocam em risco a “segurança e higiene de estudantes, professores e funcionários”.

A instituição reconhece que as instalações da Escola não são adequadas ao funcionamento de qualquer instituição de ensino e estão num avançado estado de degradação que torna inviável a sua recuperação. Além disso, esclarece que existe terreno disponível no campus de Benfica do IPL para a construção do novo edifício da Escola Superior de Dança e que o calendário da obra depende das autorizações governamentais referentes à execução da mesma.

“O Politécnico de Lisboa está a preparar o lançamento do concurso de arquitetura do futuro edifício destinado à ESD”, avança ainda o IPL.

 A Escola Superior de Dança funciona desde os anos 90 num edifício secular do Bairro Alto, onde atualmente as casas de banho têm cortinas em vez de portas e os tectos dos estúdios de dança estão a desmoronar-se.

Recomendadas

PremiumPresidente do CRUP afirma que é necessário tornar o Ensino Superior prioridade

Em entrevista ao Jornal Económico, António Fontainhas Fernandes aponta os maiores problemas das universidades, como o rejuvenescimento da academia, ação social e alojamento para os estudantes, e avança com algumas soluções. Diz ainda que o OE2019 deve ser mais ambicioso.

PremiumEducação é o parente pobre de um orçamento expansionista

Os ministérios ligados diretamente à economia são aqueles que apresentam dotações para 2019 com maior crescimento. Todos os gabinetes contam com mais dinheiro, mas a Educação não consegue sequer absorver a inflação.

PremiumPropinas baixam 212 euros. Medida custa ao país 50 milhões

Manuel Heitor deixa a sua impressão digital no Orçamento de Estado para 2019 ao avançar a medida que baixa as propinas cobradas no ensino superior, que se encontravam congeladas desde 2016. O tecto máximo das propinas, atualmente, nos 1.068 euros cai para 856 euros, no ano letivo 2019/2020, o que representa uma redução exata de 212 euros por ano.
Comentários