Depois da morte de Agatha Félix, de 8 anos de idade, na sequência de um tiroteio que aconteceu entre grupos armados da favela do Complexo do Alemão e a polícia de intervenção do Rio de Janeiro, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra o que consideram ser uma política de “genocídio” impulsionada por Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro.
As autoridades emitiram um comunicado onde afirmam que a morte da jovem aconteceu numa situação acidental, e lamentaram a morte da jovem.
As versões sobre a morte da jovem estão a causar controvérsia, depois de várias testemunhas oculares terem afirmado que não estava a acontecer nenhum tiroteio, e que “apenas a polícia estaria a disparar”. De acordo com os relatos conhecidos, dois agentes da polícia estavam a tentar disparar para uma mota que passava muito perto deles, e ao dispararem acabaram por acertar na carrinha onde seguia Agatha Félix mais a mãe, vitimando mortalmente a jovem de oito anos.
No centro das críticas está Wilson Witzel, que desde a chegada ao poder, como governador do Rio de Janeiro, tem implementado políticas de tolerância zero para com as organizações criminosas que têm potenciado vários tiroteios com várias vitimas mortais. Witzel é conhecido pelas suas declarações polémicas e, à semelhança do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, as suas políticas ligadas à extrema-direita dominam o seu discurso.
Um dos mediadores entre o governo e a população, Pedro Strozenberg, afirmou que “o preço que pagamos foi muito alto”. De janeiro a agosto deste ano, 1249 foram mortas pela policia do Rio de Janeiro, que representa um aumento de 16% em comparação ao mesmo período do ano passado.

