Construção foi o alicerce do crescimento económico mais rápido desde 2000

A economia nacional cresceu 2,7% em 2017, impulsionada pelo investimento. Todos os segmentos aumentaram – desde a maquinaria à propriedade intelectual -, mas foi a construção que mais se destacou.

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O investimento na construção foi o principal factor para que a economia portuguesa tivesse registado no ano passado o mais rápido ritmo de crescimento desde 2000. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o investimento foi o principal contribuinte para a aceleração do crescimento económico e, dentro deste, o destaque vai para a construção, em que o ritmo de expansão foi multiplicado por seis.

O produto interno bruto (PIB) cresceu 2,7% no ano passado, tendo atingido, em termos nominais, os 193 mil milhões de euros. O investimento aumentou 8,4% em termos reais, bastante acima dos 0,8% de 2016. Atingiu os 31 mil milhões de euros no acumulado do ano, sendo que o segundo trimestre foi aquele em que se registou um investimento mais elevado (8 mil milhões de euros), em máximos desde o terceiro trimestre de 2011.

A subida no investimento reflete a aceleração da Formação Bruta em Capital Fixo (FBCF) para uma taxa de variação de 9% (em comparação com 1,5% em 2016). Do lado da componente da Variação de Existências, o contributo foi “ligeiramente negativo para a variação do PIB, à semelhança do verificado em 2016”, de acordo com o INE.

O investimento “em construção foi a componente que mais contribuiu para a evolução da FBCF total em 2017, registando um aumento de 9,2%, após ter diminuído 0,3% em 2016”, explica o relatório.

Quanto aos restantes segmentos, o investimento em maquinaria e equipamentos aumentou 13%, face aos 4,3% do ano anterior. No equipamento de transporte subiu 14,1%, contra os 8,4% em 2016, enquanto em produtos de propriedade intelectual cresceu 0,3%, após uma diminuição de 0,7%, no ano anterior.

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