Portugal e Espanha lideram rentabilidade de investimento na Europa

Allianz GI estima que este ano os pagamentos de dividendos europeus atinjam um total recorde de 323 mil milhões de euros. O valor significa um aumento de 23 mil milhões ou 7,7% face ao ano anterior.

Reuters / Issei Kato

O ano que passou foi favorável para os investimentos na Europa, mas foi a Península Ibérica que mais se destacou do grupo. Com rentabilidades médias de 4,47% e 4,07%, respetivamente, Portugal e Espanha lideraram os ganhos entre os países europeus, em 2017, de acordo com um estudo da Allianz Global Investors.

“Estas médias são um importante referencial e revelam muito sobre a valorização em cada mercado”, referiu Jörg de Vries-Hippen, que gere o fundo focado em empresas com altos rendimentos de dividendos, Allianz European Equity Dividend. “Os fatores decisivos são o montante específico do dividendo e a forma como uma empresa consegue traduzir fluxos de caixa estimados em política de dividendos sustentável”.

Depois dos países da Península Ibérica, a Finlândia (4,02%), o Reino Unido (3,98%) e a Noruega (3,95%) seguem-se na lista de países com rentabilidades médias mais favoráveis. Em Itália, foram pagos dividendos com uma rentabilidade média de 3,34%, em 2017, enquanto em França e na Alemanha os valores médios foram de 3,04% e 2,51%, respetivamente.

Em termos setoriais, Jörg de Vries-Hippen sublinha que neste momento “o petróleo, as telecomunicações e as companhias de seguros são ativos atrativos numa perspectiva de rentabilidade de dividendos”.

Tendo em conta as valorizações do ano passado, o CIO de Rendimento Variável da Allianz GI estima que este ano os pagamentos de dividendos europeus atinjam um total recorde de 323 mil milhões de euros. O valor significa um aumento de 23 mil milhões ou 7,7% face ao ano anterior.

“Não assistimos a uma perspetiva tão otimista, como a que observamos agora em 2018, há bastante tempo. A economia na Europa está a progredir bem e espera-se que os benefícios empresariais continuem a melhorar, o que tem um impacto positivo no pagamento de dividendos e nos rácios de pagamentos”, acrescentou Jörg de Vries-Hippen.

Ler mais
Relacionadas

Receita para um ano de bonança perfeita na praça lisboeta

A força da economia nacional, as subidas no ‘rating’ soberano, o sentimento positivo nos mercados globais e o disparo do BCP foram alguns dos ingredientes que alimentaram o regresso do PSI 20 às valorizações.

Passas, champanhe e valorizações no início de 2018?

Depois de um ano de ‘rally’ acionista, os analistas não vêem o fim à vista. Os setores preferidos para o próximo ano são a tecnologia e a banca.

Sonae, EDP e NOS são as ações nacionais preferidas do Bankinter para 2018

No outlook para este ano, os analistas do banco espanhol indicam que as três cotadas do índice PSI 20 deverão beneficiar da aceleração da economia nacional.

Sonae Capital, NOS e Navigator são as ‘top picks’ do Caixa BI para 2018

O banco de investimento vê a Sonae Capital a beneficiar do ‘boom’ no turismo em Portgual, enquanto a telecom NOS vai começar a ter um dividendo atrativo e a Navigator a beneficiar de um ambiente positivo de preços da pasta e papel. Antevê ainda que o PSI 20 irá continuar a tendência de valorização registada em 2017.
Recomendadas

DBRS mantém ‘rating’ da Madeira em “lixo”

À segunda avaliação da região autónoma, a agência de notação financeira canadiana anunciou que o ‘rating’ se mantém em “BB”.

Moody’s baixa ‘rating’ de Itália para Baa3

A agência de notação financeira enumera o enfraquecimento da força fiscal do país e a paralisação das reformas estruturais como fatores para o ‘downgrade’.

Wall Street fecha semana no ‘vermelho’

Última sessão da semana parecia contrariar tendência negativa mas as tecnológicas não permitiram desfecho positivo. Procter & Gamble salvou o Dow Jones.
Comentários