Portugal emite 1.500 milhões de euros em dívida a curto prazo com taxas mais negativas

IGCP emitiu mil milhões de euros a 12 meses, renovando os mínimos históricos das taxas de juro nesta maturidade.

O Tesouro emitiu esta quarta-feira 1.5000 milhões de euros, o montante máximo pretendido, num leilão em dívida a seis e 12 meses, com uma taxa mais negativa face à operação de março.

O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública tinha estabelecido um montante indicativo de 1.250 milhões a 1.500 milhões de euros.

Portugal pagou -0,396% para emitir 500 milhões de euros em dívida a seis meses, que compara com os -0,393% para emitir 400 milhões de euros, registados em março. A procura continuou a superar a oferta, tendo sido de 2,62 vezes, comparando com os 2,31 registados no último leilão.

Na emissão a 12 meses, o IGCP pagou -0,370% para emitir mil milhões de euros. O Tesouro registou, assim, uma taxa mais negativa do que os -0,366%, registados na última colocação, tendo a procura superado a oferta em 2,29 vezes, que compara com os 2,14 vezes do último leilão.

“Portugal continua a beneficiar da política acomodativa do BCE e que tudo tem feito para ajudar os países, tal tem permitido ao longo dos últimos anos fazer o rollover da dívida de curto prazo sempre com taxas de juro negativas”, explica Filipe Silva, diretor de gestão de ativos do Banco Carregosa.

O próximo leilão duplo de BT deverá ocorrer a 19 de junho, com maturidades a dois e 11 meses. As duas linhas de reabertura vencem a 20 de setembro e a 15 de maio, com um montante global indicativo entre mil e 1.250 milhões de euros.

(Atualizado às 11h15)

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