“Portugal passa a ser a nossa operação mais relevante”, diz presidente do Abanca

Juan Carlos Escotet assume que a entidade está “sempre atenta a novas oportunidades de negócio em Portugal”, após apresentar a conclusão da compra do negócio de retalho do Deutsche Bank em Portugal.

Juan Carlos Escotet Rodríguez, presidente do Abanca

O presidente do Abanca diz que Portugal passou a ser a “operação mais relevante” do banco espanhol, depois de ter oficializado a compra do negócio de retalho do Deutsche Bank em Portugal, numa conferência de imprensa realizada esta quarta-feira na delegação do Abanca em Lisboa.

Juan Carlos Escotet sublinhou que, apesar desta compra, a entidade espanhola está “sempre atenta a novas oportunidades de negócio em Portugal”, um país que o presidente do Abanca considera ter um setor bancário “muito competitivo, com bons indicadores e uma referência no mercado”.

A operação relativa ao Deutsche Bank foi concluída no passado dia 9 de junho e vai integrar 500 colaboradores portugueses, não sendo necessária a colacação de colaboradores vindos de Espanha. O Abanca irá passar a contar com 70 agências em Portugal, estando presente em 16 dos 20 distritos portugueses.

O grupo espanhol conta com perto de 70 mil clientes em Portugal e traça também como objetivos até 2021, alcançar um volume de negócios de 9.400 milhões de euros, 5.400 milhões de recursos a clientes, 4.150 milhões de ativos e quatro mil milhões em créditos.

Em junho de 2018, a Autoridade da Concorrência (AdC) deu luz verde à compra do retalho do Deutsche Bank pelo Abanca. A decisão de não oposição ao negócio foi sustentada no facto de que o mesmo “não era suscetível de criar entraves significativos”, à concorrência efetiva neste mercado, de acordo com o comunicado na altura da AdC.

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