Portugal quer liderar área do digital até 2030

O desafio europeu passa por “olhar para o digital como uma oportunidade para a coesão e a competitividade , defende o ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior que representa Portugal no Digital Day 2018, a realizar-se nesta terça-feira, 10 de abril, em Bruxelas.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior reiterou as “claras ambições” que Portugal tem de liderar a área do digital até 2030, destacando a importância da Iniciativa Nacional de Competências Digitais (INCoDe.2030). Um programa que, diz Manuel Heitor, quer materializar a ideia de mercado único digital na União Europeia.

Em Bruxelas, na iniciativa Digital Day 2018, organizada pela Comissão Europeia, o ministro referiu, nesta terça-feira, 10 de abril, a importância de reforçar a área da inteligência artificial, as tecnologias específicas como o blockchain, que promove a descentralização como medida de segurança, e a inserção destas num contexto de desenvolvimento dos ecossistemas de informação.

“É no contexto de valorizar o digital em Portugal que só faz sentido estarmos constantemente inseridos nas redes europeias para melhor podermos criar empregos, ao mesmo tempo que valorizamos o conhecimento na área do digital”, disse Manuel Heitor na iniciativa dedicada à tecnologia digital e telecomunicações, no âmbito da presidência búlgara do Conselho da União Europeia.

Durante a ocasião o ministro português irá subscrever três declarações cujos objetos refletem os objetivos desta iniciativa: desenvolver compromissos entre os Estados-membros visando o futuro digital da Europa e tornando o espaço europeu mais competitivo neste domínio mas também mais seguro.

O governante sublinhou o desafio europeu de “olhar para o digital como uma oportunidade para a coesão e a competitividade” e acrescentou que “juntar coesão e competitividade na Europa nem sempre tem sido comum”.

Manuel Heitor, considera que “a questão crítica é como, através das tecnologias digitais, podemos olhar simultaneamente para mais competitividade, com mais financiamento para o desenvolvimento empresarial, mas ao mesmo tempo não deixando ninguém de fora”.

Iniciativa Nacional Competências Digitais

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior destacou o programa português da Iniciativa Nacional Competências Digitais (INCoDe.2030) como exemplo de desenvolvimento de competências que vão ao encontro da materialização da ideia de mercado único digital na União Europeia.

A iniciativa portuguesa tem o objetivo de estabelecer uma estratégia para o desenvolvimento digital do País, posicionando-o no grupo de países europeus de topo em matéria de competências digitais até 2030.

A Iniciativa Nacional de Competências Digitais e.2030 (INCoDe.2030) desenvolve medidas de estímulo a novas atividades de I&D nas áreas da computação científica, em ciências e tecnologias quânticas, inteligência artificial e media digital e no âmbito do compromisso assumido por Portugal enquanto país fundador do European High Perfomance Computing (EuroHPC): o de estabelecer o enquadramento intergovernamental que permita desenvolver e operar a próxima geração da infraestrutura Europeia de computação avançada.

O governante sublinhou ainda o lançamento de novos programas da União Europeia, como o VentureEU, que permite “financiar pequenas e médias empresas que podem ter acesso a novos mercados”.

Para Manuel Heitor a inteligência artificial pode ser uma área de negócio “se for vista como um processo de responsabilidade institucional”.

 

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