Portugal tem como “principal ambição” reforçar laços económicos e comerciais com Cabo Verde

Garantia foi dada pelo secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, no final de uma visita de dois à capital cabo-verdiana para manter contactos com enpresários portugueses no arquipélago.

O secretário de Estado da Internacionalização de Portugal garantiu, na cidade da Praia, que Portugal quer reforçar os laços económicos e comerciais com Cabo Verde. Eurico Brilhante Dias terminou esta sexta-feira, 5 de outubro, a visita de dois à capital cabo-verdiana para manter contactos com a classe empresarial portuguesa residente.

Brilhante Dias, que falava aos jornalistas no final de uma vista às instalações da fábrica de tintas Neuce, disse que neste momento a “principal ambição” de Portugal é “reforçar os laços económicos e comerciais” com o arquipélago.

“Temos esta ligação que faz com que Portugal e Cabo Verde sejam parceiros de sempre, no passado, no presente e no futuro” afirmou Eurico Dias, para quem o nível de cooperação entre os dois países permite uma “confiança mútua” que, segundo ele, é “fundamental para desenvolver negócios”.

Eurico Brilhante ainda acrescentou que “é difícil fazer negócios” com quem não se tem confiança e lembrou que, empresa de produção de tintas, que visitou tem gerado “oportunidade de emprego” a cabo-verdianos.

“Para nós, é um grande gosto perceber que esta empresa oferece produtos diferentes e diferenciados a este mercado”, indicou o secretário de Estado português da Internacionalização, acrescentando que as expectativas do seu país são sempre no sentido de continuar a ser um “parceiro de referência e de excelência” com Cabo Verde.

Para Eurico Dias, Cabo Verde e Portugal têm muitos pontos de interceção, “Portugal é o primeiro fornecedor de Cabo Verde, além de ser um dos “principais clientes” do arquipélago, e em terras lusas há uma comunidade expressiva crioula e neste país estão registados mais de 15 mil portugueses” refere.

Instado sobre a possibilidade de o seu país financiar empresas portuguesas no país, sublinhou que Portugal tem tido uma “posição muito colaborativa”, em que, apesar das restrições orçamentais no passado recente, “deu sinal de dar continuidade à linha de crédito no que diz respeito à habitação”.

“Temos construído um portefólio de instrumentos financeiros muito adequado às necessidades do tecido empresarial”, revelou Eurico Dias, que destaca a presença de bancos cabo-verdianos com capital português, sendo este último uma “ligação umbilical” que permite dar “grande liquidez e abertura do mercado cabo-verdiano à Europa e vice-versa.

Na sua perspetiva, a banca com origem em Portugal desenvolve um “papel fundamental” no desenvolvimento da atividade económica.

O Secretário de Estado português da internacionalização reúne-se, hoje, com uma missão do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e com empresas portuguesas que operam em Cabo Verde e marca presença no lançamento da primeira pedra para a construção da nova fábrica da empresa de produção e medicamentos (Inpharma).

 

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