Portugueses estão entre aqueles que têm menos filhos. E são mais aqueles que nascem fora do casamento

Desde 2011 que Portugal nunca ultrapassa os 100 mil nascimentos por ano. Desde 1968 que Portugal não ultrapassa os 200 mil nascimentos por ano.

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Todos os países da União Europeia (UE28), em 2016, têm níveis de fecundidade inferiores a 2,1 filhos por mulher e Portugal é o 3.º país da UE com o mais baixo valor, só ultrapassado pela Itália e pela Espanha. Por oposição, é na Europa do Norte e Ocidental (Suécia, Dinamarca, Reino Unido, Irlanda, França) que se registam os níveis mais elevados de número médio de filhos por mulher.

A estes dados, que a Pordata – projeto da Fundação Francisco Manuel dos Santos -, lançou para assinalar o Dia da População, celebrado a 11 de julho,  junta-se o facto de mais de metade dos nascimentos ocorrerem fora do casamento e com Portugal a apresentar valores próximos dos observados nos países do Norte da Europa (como Suécia, Dinamarca e Países Baixos) e a registar um valor muito superior ao observado em outros países do Sul da Europa como Grécia (9%) e Itália (28%).

Nascimentos voltam a diminuir

Ainda no traçar do atual retrato da população portuguesa, destaca-se, em  2017, o número de nascimentos (86.154), o qual voltou a decrescer após um aumento nos dois anos anteriores, designadamente, 2015 e 2016. Desde 2011 que Portugal nunca ultrapassa os 100 mil nascimentos por ano. Retrospectivamente, desde 1968 que Portugal não ultrapassa os 200 mil nascimentos por ano e desde 1983 que o número de nascimentos não atinge os 150 mil por ano.

Por outro lado, desde 2015 em mais de metade dos nascimentos ocorridos em Portugal, as mães não são casadas. Em 2017 o valor é de 55%. Até 2001 (inclusive) a percentagem de nascimentos fora do casamento não representava mais de um quarto do total de nascimentos e até 1982 (inclusive) não ultrapassava os 10%.

Em termos geográficos, são 199 municípios (65% dos 308 municípios) onde a proporção de nascimentos fora do casamento é de pelo menos 50%. As regiões Norte e a R.A. dos Açores revelam valores ligeiramente superiores a 45%, enquanto que nas regiões do Algarve, Alentejo e Área Metropolitana de Lisboa os valores são superiores a 60%.

A análise da Pordata apurou ainda que a partir de meados dos anos 80 as mulheres, em Portugal, têm vindo a adiar o nascimento do 1.º filho. A idade média da mãe aquando do nascimento do 1.º filho é hoje de 30,3 anos (2017), seis anos mais tarde do que em 1970. Em Portugal, as mulheres têm, em média, cada vez menos filhos. O número médio de filhos por mulher é 1,37 crianças, em 2017. Desde 1982 que, em Portugal, as mulheres não ultrapassam o limiar necessário para a renovação das gerações (limiar = 2,1 crianças).

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