Portugueses gastam cada vez menos no Natal. Este ano despesas deverão rondar os 370 euros

Nos últimos 11 anos, os portugueses têm vindo a gastar cada vez menos durante a quadra festiva. Este ano, 75% inquiridos antecipa que os gastos registados em 2019 se mantenham.

Prevê-se que os portugueses gastem, em média, 374 euros nas compras de Natal, um valor não muito diferente quando comparado com os 385 euros de 2019. Esse montante deverá ser tendencialmente gasto em compras feitas online, de acordo com um estudo realizado pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) sobre os hábitos dos portugueses face às compras de Natal que, este ano, aponta para alterações acentuadas no comportamento do consumidor.

Cerca de 17% refere que em 2020 irá gastar um valor inferior ao de 2019, enquanto que 75% antecipa que os gastos se mantenham. Na verdade, olhando para os últimos estudos conduzidos pelo IPAM, os portugueses têm vindo a gastar cada vez menos durante a quadra festiva desde os últimos 11 anos. Em 2009, os consumidores em Portugal antecipavam gastar 490 euros.

“Este valor diminuiu consideravelmente, fruto da conjuntura socioeconómica”, afirma Mafalda Ferreira, docente do IPAM e coordenadora deste estudo. “Como resultado da pandemia e provável crise económica dos próximos tempos, estes resultados não surgem como estranhos, nomeadamente, no caso do aumento acentuado das compras exclusivamente online. Os portugueses estão com sentimentos negativos face ao consumo, que se acentuaram nesta época natalícia, e estes valores são um reflexo disso”, acrescenta a responsável.

Para compreender a situação financeira das famílias, o IPAM procurou também saber se os portugueses iriam receber subsídio de Natal e concluiu que 28% dos inquiridos não o receberá nesta altura, o que terá um impacto negativo no comportamento face ao consumo nesta quadra. Dos que recebem subsídio de Natal, 15,6% prevê despender entre 51% a 75% desta quantia extra em compras; 5,8% vai gastar a totalidade do subsídio; enquanto 8% pretende poupar este valor.

Quanto aos destinatários dos presentes de Natal, as crianças são privilegiadas nos agregados familiares com filhos (55% dos inquiridos), em 100% dos casos analisados neste estudo. De referir ainda que, em 75% dos casos, é mencionada a intenção de compra de presentes para o cônjuge e, em 62%, para os pais, irmãos e outros familiares. Apenas 30% dos inquiridos refere a intenção de comprar prendas para amigos.

Relativamente aos produtos a comprar, para as crianças até aos 12 anos as prendas preferidas serão brinquedos (48%), seguidas de roupas e sapatos (20%) e livros (8%). Para os adolescentes (entre os 12 e os 18 anos) as escolhas recaem na roupa/sapatos (32,1%), jogos eletrónicos (16%) e acessórios (8%). Para os adultos, a opção mais escolhida para os presentes de natal são roupa/sapatos (30%), seguida de acessórios (21%) e livros (16%).

 

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