Portugueses são os europeus que pagam mais pela luz e gás

Ajustado ao poder de compra, Portugal lidera a lista dos países da União Europeia com preços mais caros tanto na eletricidade como no gás, segundo dados do Eurostat.

Os preços da eletricidade desceram 2,3% na média da União Europeia (UE) no último semestre de 2016, face ao mesmo período do ano anterior, fixando-se em 20,5 euros por 100 quilowatts-hora (kWh). Já os preços do gás caíram 10,5% para uma média de 6,4 euros por 100 kWh.

No entanto, os portugueses são os europeus que mais pagam pela eletricidade e gás, segundo dados ajustados ao poder de compra, divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat.

Excluindo o ajustamento, os portugueses pagam pela eletricidade 23,64 euros por 100 kWh, acima da média europeia e apenas atrás da Dinamarca (30,84 euros), Alemanha (29,77 euros) e Bélgica (27,45 euros).

Em termos de paridade de poder de compra, Portugal ultrapassa todos os outros países e lidera a lista de país com preços mais elevados, nos 30,2 PPS (purchasing power standards). Entre o último semestre de 2015 e o mesmo período de 2016, os preços aumentaram 3,5% em Portugal.

Por outro lado, os europeus que menos pagam estão na Bulgária (9,38 euros), Hungria (11,25 euros) e Lituânia (11,71 euros). Os impostos representam mais de um terço do valor pago pelos europeus nas contas da eletricidade (36%).

Fonte: Eurostat

No caso do gás, os portugueses pagam 8,26 euros por 100 kWh, mais 2,2 euros do que a média dos euros. Apenas os suíços, os espanhóis e os italianos pagam mais pelo gás, com valores de 11,42 euros, 8,57 euros e 8,38 euros, respetivamente.

Em termos de poder de compra, os preços do gás em Portugal são os mais elevados da lista, alcançando os 10,6 PPS. O valor do gás caiu, no entanto, 15,9% nos últimos seis meses do ano passado face ao período homólogo.

Os países da UE com faturas de gás mais baixas são a Bulgária, a Roménia e a Estónia, que pagam 3,1 euros, 3,2 euros e 3,3 euros, respetivamente, por cada 100 kWh. Os impostos no gás representam 26%, ou um quarto, das faturas, na média da UE.

Fonte: Eurostat

Ler mais

Recomendadas
antónio_costa_silva_partex_5

Costa Silva não vai ser remunerado para coordenar programa de recuperação do Governo

O gestor já foi oficialmente nomeado para preparar o Programa de Recuperação Económica e Social 2020-2030.

Bruxelas lança segunda fase da consulta aos parceiros sociais sobre “salário mínimo justo”

O objetivo é avançar depois de setembro para as negociações entre os parceiros sociais para a “celebração de um acordo” nos termos previstos nos Tratados ou a apresentação de uma proposta pelo executivo comunitário. Entre os objetivos está a eliminação ou limitação das variações e isenções ao salário mínimo.

Atrasos no pagamento de pensões continuam a penalizar IRS de reformados, diz Provedora

Continuam a aumentar as queixas de atraso em pagamentos de abonos ou pensões que acabam por levar os contribuintes a pagar mais IRS com a subida de escalão derivada do englobamento de rendimentos no ano em que recebem as prestações em atraso. De 2018 para 2019, as queixas de atraso do Centro Nacional de Pensões (CNP) quase duplicaram aumentaram de 923 para 1.721.
Comentários