Portugueses sentem-se seguros para retomar vida fora de casa, conclui inquérito

Entre o que fez mais falta aos inquiridos do estudo da Celetem encontra-se as idas a lojas de roupa, reunindo 30% das respostas. Em junho do ano passado, as idas às compras de vestuário encontrava-se na nona posição com 13% das respostas.

Pessoas fazem fila para entrar numa loja, no dia que marca o início da terceira fase de desconfinamento em Portugal, no Centro Comercial UBBO, na Amadora, 19 de abril de 2021. Portugal inicia hoje a terceira fase do desconfinamento com a reabertura de mais escolas, lojas, restaurantes e cafés, um levantamento de restrições que não é acompanhado nos 10 concelhos onde a incidência da covid-19 é maior. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Mais de metade dos portugueses admitem sentirem-se seguros para retomar as suas rotinas anteriores à pandemia, após a terceira fase de desconfinamento ter sido iniciada.

Um estudo do Cetelem mostra que 56% dos portugueses se sente confiante e seguro para retomar a vida fora de casa, sendo que quase metade (49%) se sente moderadamente segura e apenas 7% se sentem bastante seguros.

Com a terceira fase de desconfinamento em vigor em quase todas as zonas do território português, os portugueses demonstram alguns sinais de querer caminhar para a normalidade que foi interrompida no início do ano com o agravamento da pandemia. Ao estudo, 58% dos portugueses inquiridos admitiram sentimento de esperança no regresso à normalidade, 54% revelam confiança, 38% coragem, 36% admite sentir alegria e 30% assumem ainda um sentimento de medo após tanto tempo de confinamento.

A grande maioria dos inquiridos (84%) demonstrou que estar com família e amigos foi o que lhes fez mais falta, enquanto 49% sustentou que as idas aos cabeleireiros faziam falta durante este segundo confinamento prolongado. Estes valores agora apresentados no estudo são semelhantes aos dados recolhidos na altura do primeiro desconfinamento, em junho de 2020.

Entre o que fez mais falta aos inquiridos do estudo da Celetem encontra-se as idas a lojas de roupa, reunindo 30% das respostas. Em junho do ano passado, as idas às compras de vestuário encontrava-se na nona posição com 13% das respostas. Neste contexto, os portugueses que participaram no estudo foram inquiridos sobre a sua vontade de voltar a frequentar centros comerciais, reunindo seis respostas positivas em cada dez.

Os inquiridos esperam que as empresas controlem o número de clientes dentro do espaço (54%), alarguem o horário de funcionamento para garantir melhor gestão dos fluxos de clientes (44%) e tenham postos de venda higienizados com sistemas de ventilação adequados (40%). Os consumidores consideram ainda ser importante que os comerciantes apresentem ofertas e promoções especiais durante a fase de reabertura nos pontos de venda.

Questionados sobre se adiaram compras durante o confinamento, 71% dos inquiridos admite que não, sendo que destes 54% admite que não planearam compras e 17% assumiu realizar compras. “Foram 27% os que adiaram e, entre estes, mais de metade (54%) afirma que vai avançar com as compras planeadas”, adianta o estudo da Cetelem.

Cerca de 23% destes inquiridos admitiu adiar compras devido à evolução da pandemia, enquanto 17% culpou a economia e 14% o emprego. “Entre os que já não vão avançar com as compras que ficaram suspensas (43%), 18% justifica com o facto de já não ter condições económicas, menos sete pontos percentuais face os que disseram o mesmo em junho de 2020”, adianta o estudo.

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