Postura da Anacom levou a que Madeira e Açores sejam últimas regiões a fazer migração tecnológica para TDT, diz Alexandre Fonseca

O presidente executivo da empresa afirma que existe uma indústria que se sente insatisfeito com o trabalho realizado pelo regulador.

Presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca | Foto cedida

O presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, diz que não existe um clima de hostilidade entre a empresa e a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), mas que a postura do regulador levou a que a Madeira e os Açores sejam as últimas regiões do país a fazerem a migração tecnológica para a Televisão Digital Terrestre (TDT).

Alexandre Fonseca lembra que a Altice não tem sido a única entidade a criticar em vários ocasiões a postura que a ANACOM tem tido perante o sector.

“Existe uma indústria insatisfeita com o trabalho do regulador”, vincou o presidente executivo da Altice, durante uma visita à Madeira, que incluiu uma passagem pelo Contact Center da empresa no Funchal e a inauguração de um polo da Altice Labs na Ribeira Brava.

Alexandre Fonseca referiu que o presidente da Ericsson, aquando da sua visita a Portugal, deixou críticas ao regulador, que o secretário de Estado das telecomunicações “deixou recados muito claro” de preocupação com atrasos no 5G por responsabilidade do regulador, e a Fitch criticou Portugal de “falta de visão” tecnológica no que toca ao 5G  onde acusou o regulador dessa falta de visão.

O presidente da Altice disse ainda que a ANACOM abriu um processo de consulta pública sobre a TDT e “mais uma vez” a Madeira e os Açores foram deixadas para o fim no processo de migração da TDT.

“Serão as últimas regiões a sofrer migração tecnológica do TDT. Mais uma vez a insularidade fica vincada numa postura do regulador que não concordamos”, disse.

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