Praça lisboeta acompanha otimismo da Europa. NOS continua a subir

Atenções viradas para a NOS (+0,97%), referem os analistas do BPI. “Abertura em alta das praças europeias, contagiada pelo ambiente positivo das congéneres asiáticas e de ontem em Wall Street, onde o índice tecnológico Nasdaq 100 ganhou quase 1%”, destaca o ‘trader’ do Millennium bcp Ramiro Loureiro.

A bolsa portuguesa negocia em alta ao início da manhã desta sexta-feira, dia 14 de setembro, acompanhando o sentimento positivo da Europa, um dia após a reunião do Banco Central Europeu. O principal índice do mercado, PSI 20, soma 0,19%, para 5.325,15 pontos, impulsionado pelas valorizações do retalho e do BCP. Os títulos do banco avançam 0,29%, para 0,2405 euros, enquanto os da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos sobem 0,27%. Também a Sonae ganha 0,72%.

A Pharol sobe 0,72%, um dia depois de a empresa liderada por Luís Palha da Silva ter anunciado que recorreu da decisão judicial do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa sobre o pedido de arresto dos bens da Oi, da qual é accionista, fora do Brasil, que tinha sido interposto pela gestora de participações.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Pharol informou que, “relativamente ao arresto de bens, dinheiro e direitos da Oi e suas participadas com sede em Portugal, PT Ventures SGPS, PT Participações, SGPS, TPT – Telecomunicações Públicas de Timor, Oi – Investimentos Internacionais, e Directel – Listas Telefónicas Internacionais, Lda, a que se refere o comunicado da Pharol de 22 de junho de 2018, foi o mesmo indeferido, decisão esta objeto de recurso, o qual se encontra igualmente pendente de decisão”.

A NOS, que ontem ajudou a alavancar a bolsa de Lisboa, sobe 0,97%, para 5,1950 euros. “As atenções de hoje poderão estar mais focadas no comportamento da NOS, que ontem apresentou um desempenho bastante favorável. Esta “overperformance” espelhou não só a descida das yields das OT portuguesas (na medida em que se trata de uma empresa bastante exposta ao mercado nacional e que por isso beneficia das melhorias verificadas no mercado de  dívida), como também a boa recetividade dos investidores quanto ao plano de reestruturação que a empresa está atualmente a implementar para melhorar a satisfação dos clientes”, explicam os analistas do BPI, num research.

Já a energética Galp Energia (-0,18%, para 16,6200 euros), Altri (-0,12%) e Sonae Capital (-1m71%) estão pintadas a ‘vermelho’. A Mota-Engil segue este pessimismo com uma queda de 0,46%, na sequência de ter avançado com a aquisição de ações próprias.

As restantes bolsas europeias seguem em terreno positivo. O índice alemão DAX ganha 0,48%, o francês CAC 40 valoriza 0,51%, o italiano FTSE MIB sobe 0,40%, o espanhol IBEX 35 aprecia 0,31%, o holandês AEX avança 0,40% e o britânico FTSE 100 cresce 0,45%, após o Banco de Inglaterra ter mantido as taxas de juro de referência inalteradas. O Euro Stoxx 50 soma 0,36%. “Abertura em alta das praças europeias, contagiada pelo ambiente positivo das congéneres asiáticas e de ontem em Wall Street, onde o índice tecnológico Nasdaq 100 ganhou quase 1%”, destacou o analista Ramiro Loureiro, trader do Millennium bcp, em comunicado.

No setor petrolífero, a cotação do barril de Brent, que serve de referência para a Europa, sobe 0,43% para 78,52 euros, enquanto a cotação do crude WTI cresce 0,64%, para 69,03 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, o euro valoriza 0,20% face à moeda norte-americana, para 1,1713 dólares, e a libra aprecia 0,14% perante a divisa dos Estados Unidos, para 1,3127 dólares.

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