Precisa de capital para lançar a sua startup? Conheça as suas opções

No Dia Nacional do Empresário, esmiuçamos alguns dos instrumentos financeiros para apoiar o empreendedorismo. Além dos empréstimos bancários, pode beneficiar de outros produtos, como o microcrédito.

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Se está a pensar em tornar-se num empreendedor, lançando a sua startup, depois de ter uma ideia de negócio única e inovadora, terá de olhar para outro componente muito importante e sem a qual não poderá deitar ‘as mãos à obra’: o capital.

Antes de ir ao mercado buscar capital, como empréstimos bancários e até instrumentos de microcrédito, faça uma análise às suas poupanças. Pode ser que tenha capital angariado em quantidade suficiente para começar a trabalhar por conta própria. Se as suas poupanças forem reduzidas e não permitirem suportar o lançamento da sua empresa, pergunte aos familiares e amigos se o podem ajudar, com um empréstimo informal. Se não conseguir, não se desanime porque existem no mercado variados produtos para o apoiar.

Empréstimos bancários

Os bancos têm diversos de produtos de crédito, isto é, empréstimos, que poderão agilizar a criação da sua empresa. Apesar das variadas ofertas existentes no mercado, o melhor é analisá-las com cuidado para escolher o empréstimo bancário que melhor se adequa às suas necessidades.

Desde logo, procure avaliar o custo do capital que vai levantar para a sua empresa, isto é, quanto é que vai é que a sua empresa vai ter de pagar para poder desenvolver a atividade com o empréstimo. Quando chegar a um valor, faça uma comparação entre empréstimos semelhantes com base na taxa anual de encargos (TAE) que mede o custo total do crédito.

Entre os financiamentos mais comuns, estão os financiamentos à tesouraria, para conseguir cobrir custos correntes, e os de apoio a investimento, que são mais duradouros.

Microcrédito

Outro instrumento financeiro presente no mercado e que tem como objetivo apoiar o empreendedorismo consiste no microcrédito. No fundo, o microcrédito é uma alternativo aos empréstimos bancários que o banco terá rejeitado conceder, em virtude, por exemplo, da fraca capacidade que a empresa tem em conseguir suportar os encargos da dívida bancária, algo que é comum na fase inicial das empresas.

O microcrédito só deve ser requerido se se destinar a financiar a criação de uma atividade empresarial, como nos casos das startups, ou para expandir um negócio já existente.

Segundo o Plano Nacional de Formação Financeira (PNFP), no âmbito do microcrédito, foi criado o Programa Nacional de Microcrédito, que se destina a facilitar o acesso ao crédito a pessoas com especiais dificuldades de integração no mercado de trabalho, que estejam em risco de exclusão social e possuam uma ideia de negócio viável. Ao abrigo do programa, têm prioridade as pessoas entre os 16 e os 34 anos e que estão inscritos no centro de desemprego há, pelo menos, quatro meses.

“O Programa Nacional de Microcrédito é uma linha de crédito bonificada. A taxa de juro máxima suportada pelo empreendedor no âmbito do Programa Nacional de Microcrédito é de 3,5%, ao ano. O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) suporta a totalidade dos juros do empréstimo durante o primeiro ano e 2,25% da taxa de juro no segundo e terceiro ano”, diz o PNFP.

Os empréstimos concedidos neste programa são reembolsados em 60 meses e incluem um período de carência de 24 meses.

Os bancos e demais instituições de crédito comercializam produtos de microcrédito que não estão ao abrigo do Programa Nacional de Microcrédito.

PNFP esclarece ainda que o microcrédito se caracteriza pelo facto de que a instituição financeira que concede o financiamento, não só avalia a viabilidade do seu negócio, como disponibiliza o capital e ainda tem o dever de o ajudar a preparar e executar o seu projeto, acompanhando a sua gestão.

“O microcrédito pode ser concedido até um montante máximo de 25 000 euros. No âmbito do Plano Nacional de Microcrédito, o montante máximo que pode ser concedido a cada cliente é de 20 000 euros”, explica o PNFP.

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