Prémios salariais menores para quem tem o superior

Assistiu-se a um decréscimo generalizado dos prémios salariais, entre 2011 e 2016, sobretudo de quem tem o ensino superior, revela o Instituto Nacional de Estatística.

O Inquérito à Educação e Formação de Adultos 2016, do Instituto Nacional de Estatística, confirma que estudar compensa – “os prémios salariais são crescentes com o nível de escolaridade” -, mas também permite concluir que estudar compensa cada vez menos em termos salariais.

Os dados dizem que em comparação com o rendimento salarial de uma pessoa que não completou qualquer nível de escolaridade, os salários são 15% superiores para quem completou o 1.º ciclo, 71% para quem completou o ensino secundário ou pós-secundário e 136% (mais do dobro) para uma pessoa que completou o ensino superior.

Apesar disso, a remuneração para quem tem um curso está cada vez mais baixa.  “Em 2016 assistiu-se a um decréscimo generalizado dos prémios salariais, sobretudo nos do ensino superior”, diz o INE. Neste caso, acrescenta, “o prémio salarial situou-se até abaixo do que tinha sido observado em 2007, contrariamente ao que se verificou com os outros níveis de escolaridade”.

O facto, diz o INE, “poderá estar associado ao forte acréscimo no número de pessoas que completaram o ensino superior nos últimos anos”.

A participação em educação não formal contribuiu para acréscimos salariais, mas menos notórios do que no nível de escolaridade completo (educação formal).

 

 

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