Preocupações com o comércio e tensão iraniana abalam Wall Street

Depois de três semanas de ganhos constantes na perspetiva de um maior estímulo financeiro para a economia e para os mercados, todos os olhos estão centrados nos discursos da Reserva Federal norte-americana, que deverão anunciar um corte nas taxas de juros no próximo mês de julho.

Reuters

Os principais índices da bolsa de Wall Street estão a negociar no ‘vermelho’ esta terça-feira face à preocupação dos investidores com as consequências de novas sanções ao Irão e sinais de que as negociações com a China podem gerar pouco progresso no setor do comércio.

O tecnológico Nasdaq iniciou a sessão a desvalorizar 0,19% para 7.991,45 pontos, o alargado S&P 500 desce 0,16% para 2.940,74 pontos e o industrial Dow Jones contraria a tendência subindo 0,04%, para 26.739,18 pontos.

Depois de três semanas de ganhos constantes na perspetiva de um maior estímulo financeiro para a economia e para os mercados, todos os olhos estão centrados nos discursos da Reserva Federal norte-americana, que deverão anunciar um corte nas taxas de juros no próximo mês de julho.

Um alto funcionário dos Estados Unidos disse que o presidente Donald Trump está “confortável com qualquer resultado” das negociações com o homólogo chinês, Xi Jinping, embora não acredite que os dois países cheguem a um acordo relativo à guerra comercial na cimeira do G20 nos dias 28 e 29 de junho.

“É improvável que qualquer resolução da situação comercial ocorra até depois da próxima reunião do Fed no final do próximo mês”, referiu Robert Johnson, diretor executivo da Economic Index Associates em Nova Iorque.

Na segunda-feira Donald Trump impôs novas sanções ao líder supremo e ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, uma decisão que Teerão concluiu como o fechar de um caminho para a diplomacia entre ambos os países.

Entre as ações, a AbbVie caiu 8% depois da farmacêutica anunciar a compra da fabricante de botox Allergan, num acordo de 55 mil milhões de euros, enquanto as ações da Allergan subiram 31,9%.

A Lennar Corporation subiu 3,6% depois da construtora n°2 dos Estados Unidos informar um lucro trimestral maior do que o esperado.

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