Presidenciais 2020

Não poderá surpreender se Trump passar a focar-se mais na política externa, que poderá tornar-se mais beligerante.

A meio do primeiro mandato presidencial, as eleições midterm marcaram o início da corrida à Casa Branca. Os Republicanos estão claramente mais próximos de Donald Trump, mais por necessidade do que por convicção. Do lado dos Democratas ainda não há um nome forte para 2020, mas tem-se notado a popularidade de algumas figuras mais à esquerda. Os Democratas e os seus eleitores parecem mais unidos na rejeição de Trump do que numa ideia para o futuro dos EUA.

Os resultados das midterm foram dentro do previsto, com os Democratas a recuperarem a maioria na Casa dos Representantes, o que cria um sério empecilho a Trump. Mas não se tratou de uma “onda azul” para os Democratas, que até recuaram no Senado.

O facto de a economia estar num bom momento acabou por ajudar o presidente a evitar um resultado pior, pelo que uma eventual desaceleração do crescimento passa a ser o seu maior risco. Trump estará mais condicionado na governação, com os Democratas tentados a bloquear as iniciativas de política doméstica, incluindo a fiscal, até para que a economia não corra bem. Não poderá surpreender se Trump passar a focar-se mais na política externa, que poderá tornar-se mais beligerante.

Recomendadas

Setor papeleiro coloca PSI 20 a valorizar na primeira sessão da semana

A bolsa de Lisboa abriu a primeira sessão da semana a ganhar, com a Navigator a liderar os ganhos.

Bolsa de Tóquio ganha 1,82% no fecho

O segundo índice de referência, o Topix, seguiu a mesma tendência e subiu 1,56%, nas últimas transações do dia, cotando-se nos 1.601,96 pontos.

Poderio global de dados ajuda gigantes tecnológicas a superar traumas

A Apple não trouxe mais más notícias e a Facebook superou as expetativas. Os investidores estão a gostar da resistência das tecnológicas e o potencial que a base global de clientes oferece.
Comentários