Presidente da Câmara de Viseu suspeito de envolvimento em crimes de corrupção no turismo

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, é suspeito de corrupção e viciação de contratos relacionados com o Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP).

Cristina Bernardo

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar eventuais ligações entre o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, e o empresário José Simões Agostinho, detido na semana passada no âmbito da Operação Éter. Em causa estão suspeitas de corrupção e viciação de contratos relacionados com o Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), avança o “Jornal de Notícias” esta quinta-feira.

Almeida Henriques nega as suspeitas e diz-se “estupefacto e indignado”. No entanto, confirma que, em junho do ano passado, a PJ efetuou uma busca ao seu computador, a fim de pesquisar informação sobre contratos relativos a turismo. O “Jornal de Notícias” dá conta de que existem suspeitas de que José Simões Agostinho possa ser um testa de ferro ou sócio oculto do autarca.

José Simões Agostinho é quem controla várias empresas que têm sido indicadas por Melchior Moreira, presidente do TPNP, aos autarcas que se mostraram interessados na implementação de lojas interativas de turismo. O empresário foi um dos cinco detidos na semana passada, na Operação Éter, juntamente com Melchior Moreira, por suspeitas de corrupção e de outros crimes económico-financeiros.

O esquema da alegada corrupção teria como principal objetivo favorecer duas empresa (W Global Communication e a Tomi World) na adjudicação de ajustes diretos. Acredita-se que os contratos celebrados violam as regras da contratação pública e terão levado ao desvio de mais de 7 milhões de euros do Turismo do Porto e Norte de Portugal desde 2016.

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