Presidente da República: “A economia portuguesa não pode morrer”

“Temos de fazer a nossa parte. Não parar a produção, não entrar em pânicos de fornecimentos como se o País fechasse”, afirmou o Presidente.

Rodrigo Antunes / Lusa

O Presidente da República pediu hoje aos portugueses para fazerem um esforço extra para continuarem a trabalhar e não entrarem em pânico num momento difícil para o país.

“Temos todos de fazer por contribuir para ir o mais longe e o mais depressa possível nesta luta desigual. E quanto mais depressa formos, mais depressa poderemos salvar vidas, salvar a saúde, mas também concentrar-nos nos efeitos, a prazo, no emprego, nos rendimentos, nas famílias, nas empresas”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa esta quarta-feira numa declaração ao país.

Segundo os dados mais recentes, Portugal conta com 642 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, mais 194 face ao dia anterior, com duas mortes confirmadas.

“E, mesmo agora, só se salvam vidas e saúde se, entretanto, a economia não morrer. Por isso, o Estado está a ajudar a economia a aguentar estes longos meses mais agudos. Fazendo o que possa para proteger o emprego, as famílias e as empresas”, continuou.

“Mas nós temos de fazer a nossa parte. Não parar a produção, não entrar em pânicos de fornecimentos como se o País fechasse, perceber que limitar contágio e tratar de contagiados em casa é e tem de ser compatível com manter viva a nossa economia”, destacou.

“Assim é em tempo de guerra, as economias não podem morrer”, declarou o Presidente ao país a partir do Palácio de Belém.

O estado de emergência entra em vigor à meia noite de quinta-feira. O Governo ainda vai ter de definir amanhã em Conselho de Ministros quais as regras em detalhe que vão vigorar.

Esta é a primeira vez desde que a Constituição da República Portuguesa entrou em vigor a 25 de abril de 1976 que o estado de emergência foi declarado.

O estado de emergência entra em vigor à meia noite de quinta-feira, depois de decretada pelo Presidente da República e aprovada pela Assembleia da República. O Governo ainda vai ter de definir amanhã em Conselho de Ministros quais as regras em detalhe que vão vigorar.

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