Presidente da Ucrânia oferece cidadania a refugiados políticos russos

Todos aqueles que sofram violações dos direitos humanos e restrições à liberdade nos seus países de origem, e os ucranianos oriundos “de forças amistosas” dispostos a ajudar o desenvolvimento da Ucrânia estão elegíveis a pedir cidadania russa.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, assinou esta terça-feira um decreto-lei que oferece cidadania a russos que sejam alvos de perseguição política, e também a estrangeiros que lutaram ao lado de Kiev no conflito no leste da Ucrânia.

De acordo com a informação divulgada pela “Reuters”,  aqueles que sofram violações dos direitos humanos e restrições à liberdade nos seus países de origem, e os ucranianos oriundos “de forças amistosas” dispostos a ajudar o desenvolvimento da Ucrânia, estão elegíveis”, segundo o gabinete de Zelenskiy. Contudo, o comunicado da presidência ucraniana não clarifica quais são os países considerados “amigáveis”.

O presidente ucraniano já tinha anunciado esta medida há cerca de um mês como resposta a um decreto russo que facilitava o pedido de passaportes russos. Em julho, Vladimir Putin estendeu a oferta para todas as áreas controladas pelo governo. “O presidente [Volodymyr Zelenskiy] tomou essa decisão por causa de uma ordem do presidente Vladimir Putin, que introduziu um procedimento mais simples para a concessão de cidadania russa aos ucranianos”, explica ainda documento citado pela agência noticiosa.

Para obter a nacionalidade ucraniana, será preciso fornecer um certificado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, um documento diplomática ou pedir a um posto consular que confirme que a pessoa em questão está a ser perseguida no seu país por questões políticas.

Na semana passada, Zelenskiy pressionou Putin a que fossem retomadas as negociações de paz depois que quatro soldados ucranianos terem sido mortos por bombardear a região de Donbass, localizada no extremo leste da Ucrânia. O seu homólogo russo, por sua vez, referiu que as forças ucranianas devem parar com os ataques na região que resultaram em vítimas civis.

As relações entre Kiev e Moscovo arrefeceram depois da anexação da Crimeia à Rússia, em 2014, e depois da Rússia ter oferecido apoio aos combatentes na região de Donbass, num conflito que matou 13 mil pessoas, apesar de ter sido declarado um cessar-fogo.

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